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sábado, 26 de março de 2016

A Paixão de Cristo

Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo:Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. !Co 11.23-26

Pelo Senhor Espírito Santo, o apóstolo Paulo nos traz a visão do Senhor Jesus, o Cristo de Deus, sobre a noite em que celebrou a ceia com os seus discípulos.

Temos, pelo Senhor Espírito Santo, a visão dos discípulos descrita nos Evangelhos, eles nos disseram que foi um dia tenso… O Senhor Jesus estava comunicando a sua morte, mas, demonstrava enorme desejo de participar com eles, daquele momento. Ninguém, entre os discípulos, estava disposto a prestar serviço, assim, o próprio Jesus lavou os pés deles, para que participassem, sem constrangimento, da ceia, era a última lição do Senhor antes do Calvário.

Na visão do Senhor, entretanto, comunicada ao apóstolo das gentes, o momento é registrado como o dia da traição.

De fato, a Divinidade (a Unidade Divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo) foi traída pela humanidade no jardim, passando pelo povo de Jacó, porque o Senhor Jesus, a Palavra da Divinidade feita carne, veio para os seus e os seus não o receberam (Jo 1.11), e pelos seus discípulos, que ele chamava de amigos (Jo 15.15).

A resposta do Senhor Jesus à traição, em todos os tempos, foi dar a sua vida em favor dos traidores.

A ação do Senhor Jesus é normativa para todos os seus seguidores, somos instados a dar a nossa vida em favor dos irmãos.

Ao dar a sua vida, o Senhor Jesus criou todas as condições para que a Divinidade salvasse a humanidade, por meio da redenção dos eleitos pelo Pai.

Embora, sem nenhuma culpa, o Senhor Jesus foi, por Deus, feito culpado em favor da humanidade: "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21).

Por definição, qualquer ser humano está em condições de representar a espécie humana, menos diante da lei divina que nos sentenciou à morte. 

Quando o primeiro ser humano, o patriarca da humanidade, traiu à Divinidade ele morreu, e todos os que, embrionariamente, estavam nele morreram, morte, esta, que se espalhou por todas as suas circunstâncias. Mas, não era a morte pela Lei, era a morte fruto do pecado, não fruto da satisfação da justiça. Porque quando a humanidade traiu à Divinidade um outro principio ativo passou a governar a nossa maneira de existir, o princípio da lei e da morte (Rm 8.2). 

Mas, Jesus de Nazaré, embora verdadeiramente Deus, era um ser humano que não nasceu em estado de pecado, isto é, não nasceu tendo como princípio ativo a lei do pecado e da morte, e nunca pecou, por isso, ele pôde nos representar diante a Lei. Ele estava em condição de, como um ser humano não maculado pelo pecado, cumprir a lei, assumindo, em nome da humanidade a condenação que pesava sobre a unidade humana. Como ele disse: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (Mt 5.17)


A Divinidade operou uma proeza: assim como, para libertar os hebreus, infiltrou um hebreu na família de Faraó, para libertar a espécie humana a Divinidade infiltrou uma das pessoas de Deus na humanidade, por nascimento de mulher, de modo que, passamos a ter um filho de Adão que podia morrer a morte da lei.

Na sexta-feira da Paixão relembramos este grande movimento de Deus: um ser humano que tinha como princípio ativo o Espírito da vida, cumpriu a lei pela humanidade, carregando sobre si as nossas iniquidades (Is 53.11). Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, que abriu a mão de sua Glória de Deus Filho, para ser membro da humanidade de modo que passássemos a viver pelo princípio do Espírito da Vida e tivéssemos a esperança da Glória! (Cl 1.27).