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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mt 1.1-17


A genealogia de Jesus, dividida em três blocos de 14 gerações,  é uma história de crescimento e de esvaziamento de Israel.

De Abraão até Davi, temos a formação e o crescimento de Israel, como nação, assim como o cumprimento da profecia de Jacó, de que o governo seria da tribo de Judá (Gn 49.10).

De Davi até ao exílio na Babilônia, tem-se a redução de toda a nação de Israel à duas tribos: Judá e Benjamin.

Do Exílio até Cristo temos da tentativa de soerguimento da nação,  até ao domínio absoluto de Roma, que culminaria com o fim de Israel, passando pela redução da dinastia de Davi ao carpinteiro José.

A nação que foi formada para trazer à história o Deus que se esvaziou, foi esvaziada para que Ele pudesse vir. 

Na genealogia de Jesus tem história de chamamento em Abraão, de bendição em Isaque, de transformação em Jacó. Tem história de reinvindicação de direitos em Tamar,  de inclusão em Raabe e Rute; de restauração em Bate-Seba; de avivamento em Josias; de arrependimento em Manassés; e da fidelidade de Deus à sua palavra, em José, filho de Davi, pai adotivo de Jesus.

Na história de Jesus cabe todo tipo de história, de necessidade e de realidade pessoal.

Na história de Jesus cabe gente de todas as nações; dos mais variados tipos de angústia; e de todo o tipo de pecado pessoal.

Na história de Jesus, todas as histórias são acertadas e encontram um propósito.

Na história de Jesus, todos os seres humanos se encontram, apesar de sua história.

Na história de Jesus, a história divina se encontra com a história humana, e a história humana toma o rumo da salvação.

A história de Jesus é a redenção da História! Graças a história de Jesus, viver faz todo sentido!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Mt 9.35-10.1


Jesus tinha a tarefa de percorrer todas as cidades e povoados de Israel, para ensinar ao povo de Deus, para anunciar a boa notícia de que o Reino já estava aqui, e que isto significaria uma mudança no ser humano, e no mundo, em favor dos pobres (Mt 11.15); e para sinalizar o Reino por meio dos milagres.

Ele viu as multidões, viu a  aflição  e a exaustão do povo, se compadeceu, percebeu a dimensão e a qualidade exigida pela tarefa; e se deu conta de que não o conseguiria sozinho.

Então, Jesus pediu ajuda aos seus discípulos. Reconheceu a dimensão da seara, e conclamou os seus alunos a ajudarem-no em oração. Solicitou-lhes que pedissem ao Pai que lhes enviasse mais trabalhadores.

Que privilégio ser reconhecido por Jesus como parceiro de oração! Que honra ser convocado para orar pelas necessidades de Jesus! E, como orar é ir ao lugar santíssimo, onde, a rigor, só o Sumo-Sacerdote podia ir, que certeza de ser recebido pelo Pai, lhes comunicou o Senhor!

Jesus precisava de gente como ele, que, aprendendo dele, estivesse disposta a ensinar ao povo escolhido; pronta a percorrer todos os lugares a serem alcançados, anunciando as boas notícias do Reino, assim como a sinalizar a sua presença, por meio das boas obras. Jesus carecia de gente que visse as multidões e delas se compadecessem.

Tais pessoas seriam destacadas, pois, gente a quem Jesus reconheceria como companheiro de ministério, e em quem as pessoas reconheceriam Jesus. Que desafio!

É, gente assim, só pelo Pai mesmo!

Tudo indica que os apóstolos oraram, porque, no próximo capítulo, Jesus os comissionou e lhes deu a autoridade necessária para executar a tarefa. Se tornaram a resposta da oração que fizeram. E lá foram eles... companheiros de ministério de Jesus, pessoas em quem Jesus podia ser reconhecido, e com a autoridade de Jesus!

Jesus, depois da ressurreição, decidiu percorrer todos as etnias, e países, e estados, e cidades, e vilarejos, e povoados do mundo (Mt 2819). Quando essa viagem acabar, Ele volta em glória, e, com Ele, vem um novo mundo, onde habita a justiça. (Mt 24.14; 2Pe 3.13)

Ele continua precisando de ajuda: de gente que ore ao Pai (e Ele garante, plenamente, esse acesso), pedindo pelas necessidades missiológicas de Jesus, e que esteja disposta a ser a resposta de sua oração... Quem será que vai?

domingo, 25 de agosto de 2013

A Paternidade


Vós orareis assim: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre, amém!

A paternidade expressa pela menção Pai Nosso, é universal.

A todas as pessoas, independente de qualquer condição, a Paternidade da Trindade é oferecida.

Ter ou não um relacionamento pessoal com a Paternidade da Trindade, passa por via particular, segundo sabedoria divina, mas, por meio do Cristo, está disposta a todos.

Aqueles que já desfrutam desse privilégio são convocados a serem agentes dessa Paternidade.

Num mundo marcado por toda forma de orfandade, não há quem não necessite de alguma expressão dessa Paternidade.

Numa realidade marcada por todo tipo de ataque ao conceito de humanidade, quanto grito por paternidade!

É de se imaginar, quantos seres humanos, desrespeitados e aviltados pelos agentes da maldade, encontraram na invocação: Pai Nosso que estais nos céus! o único alento para insistir em sobreviver.

Relacionar-se com a Paternidade é, também, colocar-se como expressão da Paternidade para o bem de todos, e proteção dos desvalidos e injustiçados.

A consciência da Paternidade nos torna em gente semeada pelo Pai para deter o avanço da maldade, e garantir a proteção dos enfraquecidos, para ser a voz dos emudecidos, e o grito por justiça dos que tiveram sonegados os seus direitos.

É um compromisso que transpõe a todas as fronteiras, e que abraça a todos os seres humanos, tão universal quanto a Paternidade invocada.

Meditação: O Pai Nosso estende a Paternidade à humanidade. Nem todos serão correspondentes à Paternidade da Trindade, porém, nós, que desfrutamos desse relacionamento, somos convocados a manifestá-la a todos os seres humanos, principalmente aos pobres e oprimidos. Fomos semeados para fazer a maldade retroceder.

Oração: Pai nosso que estais nos céus, concedei-nos que, movidos por vossa Paternidade, que, por vossa ação graciosa, desfrutamos, num relacionamento pessoal, sejamos tua presença protetora, salvífica, e promotora de justiça, alcançando a toda gente, para que o conceito de humanidade reacenda em cada coração. Para a vossa glória e pelos méritos de Jesus, o Cristo e Senhor, clamamos. Amém!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mt 16.28-17.8


Mt  16.28-17.8

Jesus havia prometido que alguns de seus alunos não passariam pela morte, até que o vissem vir no seu reino.

Seis dias depois do dito, ele levou três de seus discípulos e foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. A glória dele glorificou a sua vestimenta.

E Jesus transpôs as dimensões, foi ao mundo  que é só espiritual. Apareceram Moisés e Elias e conversaram com ele.

Os discípulos viram isso, ficaram empolgados, queriam ficar por lá mesmo, Eles sugeriram construir três tabernáculos, um para Moisés, outro para Elias, e um terceiro para Jesus.

Os discípulos não se deram conta de que não estavam no monte, tinham, por ato de Jesus, transposto a fronteira, não foram Moisés e Elias que vieram até onde estavam os discípulos, os discípulos é que foram até onde eles estavam.

Enquanto cogitavam a construção dos três centros de adoração, uma nuvem de luz os envolveu, e ouviram a voz do Pai, dizendo sobre Jesus: “Este é o meu filho amado, que me dá alegria, a ele ouvi.”  Em outras palavras: só ao meu Filho adorai. E os discípulos passaram a ver só o Senhor.

Por que esta experiência significou, para os discípulos, ter visto Jesus vindo no seu reino?

Primeiro, deve ser salientado, que é Jesus vindo no seu reino, não o reino de Jesus vindo na sua glória. Portanto, é Jesus vindo na sua autoridade.

Então, vamos aos detalhes, do que os discípulos viram:
i-               só Jesus tinha glória própria, e sua glória mudou as suas vestes, purificando-as, as vestes ficaram brancas como a luz. Jesus tinha a glória, e, glória muda as circunstâncias, dando-lhes condições que não possuíam.
ii-             Moisés, o profeta que comunicou a lei de Deus, e Elias, o profeta  que executou a correção de Deus, vieram falar com Jesus. Falaram como quem instrui, ou como quem presta relatório?  Falaram como quem presta relatório, porque o Pai disse  que é o filho quem deve ser ouvido. Se Isso era verdade para os discípulos e fora verdade para Moisés e Elias.
iii-            Viram outra luz, como a de Jesus, ela estava numa nuvem que os envolveu, e alguém que, aparentemente estava na nuvem, falou com eles, e era o Pai; e o Pai disse que só o Filho devia ser ouvido. Naquele dia os discípulos descobriram a quem Moisés, e Elias, representando a todos os profetas, haviam ouvido. Naquele dia, descobriram que a Lei e os Profetas estavam a serviço da Graça.

Quando ficaram só com Jesus, voltando para a realidade que a queda humana gerou, finalmente,  viram Jesus vindo no seu reino. Agora sabiam que fora ele desde sempre, que Moisés e Elias com todos os profetas eram servos dele, e que ele veio com toda a sua autoridade, para completar a obra do Pai e promover a libertação e a restauração de toda a criação.