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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mt 16.28-17.8


Mt  16.28-17.8

Jesus havia prometido que alguns de seus alunos não passariam pela morte, até que o vissem vir no seu reino.

Seis dias depois do dito, ele levou três de seus discípulos e foi transfigurado diante deles: seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. A glória dele glorificou a sua vestimenta.

E Jesus transpôs as dimensões, foi ao mundo  que é só espiritual. Apareceram Moisés e Elias e conversaram com ele.

Os discípulos viram isso, ficaram empolgados, queriam ficar por lá mesmo, Eles sugeriram construir três tabernáculos, um para Moisés, outro para Elias, e um terceiro para Jesus.

Os discípulos não se deram conta de que não estavam no monte, tinham, por ato de Jesus, transposto a fronteira, não foram Moisés e Elias que vieram até onde estavam os discípulos, os discípulos é que foram até onde eles estavam.

Enquanto cogitavam a construção dos três centros de adoração, uma nuvem de luz os envolveu, e ouviram a voz do Pai, dizendo sobre Jesus: “Este é o meu filho amado, que me dá alegria, a ele ouvi.”  Em outras palavras: só ao meu Filho adorai. E os discípulos passaram a ver só o Senhor.

Por que esta experiência significou, para os discípulos, ter visto Jesus vindo no seu reino?

Primeiro, deve ser salientado, que é Jesus vindo no seu reino, não o reino de Jesus vindo na sua glória. Portanto, é Jesus vindo na sua autoridade.

Então, vamos aos detalhes, do que os discípulos viram:
i-               só Jesus tinha glória própria, e sua glória mudou as suas vestes, purificando-as, as vestes ficaram brancas como a luz. Jesus tinha a glória, e, glória muda as circunstâncias, dando-lhes condições que não possuíam.
ii-             Moisés, o profeta que comunicou a lei de Deus, e Elias, o profeta  que executou a correção de Deus, vieram falar com Jesus. Falaram como quem instrui, ou como quem presta relatório?  Falaram como quem presta relatório, porque o Pai disse  que é o filho quem deve ser ouvido. Se Isso era verdade para os discípulos e fora verdade para Moisés e Elias.
iii-            Viram outra luz, como a de Jesus, ela estava numa nuvem que os envolveu, e alguém que, aparentemente estava na nuvem, falou com eles, e era o Pai; e o Pai disse que só o Filho devia ser ouvido. Naquele dia os discípulos descobriram a quem Moisés, e Elias, representando a todos os profetas, haviam ouvido. Naquele dia, descobriram que a Lei e os Profetas estavam a serviço da Graça.

Quando ficaram só com Jesus, voltando para a realidade que a queda humana gerou, finalmente,  viram Jesus vindo no seu reino. Agora sabiam que fora ele desde sempre, que Moisés e Elias com todos os profetas eram servos dele, e que ele veio com toda a sua autoridade, para completar a obra do Pai e promover a libertação e a restauração de toda a criação.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Maligno


Vós orareis assim: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre, amém!

Nós temos um adversário. Nós o chamamos de “o maligno” porque todos os seus movimentos são contrários ao Triuno.

Foi quem nos provocou à desobediência, no jardim (Ap 12.9; Gn 3.1-6)

Seus desígnios são sempre maus. Ele está sempre procurando nos tragar (1Pe 5.9) e dividir a comunidade local (1Tm 5.14,15).

Jesus, certa feita, disse: “aí vem o príncipe do mundo; e ele nada rem em mim...” (Jo 14.30);  dizendo, assim, que nele o adversário não tinha nenhum espaço para promover a seu pecado.

Em Ef 4.27, Paulo, nos adverte a não darmos lugar ao diabo, pois não ignoramos os seus desígnios (2Co 2.11), quais sejam, de provocar-nos ao motim contra o propósito do Pai.

Nós, os que oramos ao Pai, somos os que voltamos da rebelião.

Houve um movimento de desrespeito no céu, e, no jardim, o anjo rebelde atraiu a humanidade para a sua insurreição, os que oram ao Pai são os que, por causa da vitória do Cristo, saíram do estado de desobediência para a adoração.

Quando oramos livra-nos do mal, também, estamos dizendo, livra-nos do “maligno”, para que ele não tenha em nós, nenhum espaço para a sua insana rebeldia.

Somos, redimidos, adoradores do Triuno, não estamos mais nessa loucura, e não queremos mais participar da insurgência do adversário, queremos chegar onde o Senhor estava, num estado em que nenhuma ação contra a vontade Pai tenha espaço em nós.

Meditação: Houve uma movimentação insana nas regiões celestiais, que nos alcançou na Terra, porque nossos pais primeiros se deixaram seduzir pelo “maligno”. Nós, que oramos ao Pai nosso, somos os que foram libertos dessa insânia, sendo finalmente, levados para o lugar de adoração.

Oração: Pai nosso, vos somos gratos pela libertação que nos providenciastes. Mas, nos conheceis, somos frágeis, sustentai-nos na liberdade dada, de modo que, como o Senhor Jesus sejamos, sem que em nós haja qualquer espaço que o “maligno” possa usar para a sua insanidade. Pelos méritos de Jesus, o Senhor, clamamos. Amém


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mt 16.5-12


Há quem diga que o ser humano é o que pensa.

Se o ser humano não é o que pensa, certamente, age do que pensa, e pensa do que ouve.

Nessa fala, Jesus diz que é necessário tomar cuidado com o que se ouve.

É curioso, mas, agimos muito mais pelo que ouvimos, do que pelo que vemos ou constatamos. Talvez, porque ver exija sincronização, a pessoa teria de estar, de alguma forma, no local, no momento do ocorrido; e constatar demande muito trabalho.

A fé vem pelo ouvir, disse Paulo. A fé verdadeira vem de ouvir da Palavra de Deus.

Mas, a história humana dá conta de que, para o ser humano desenvolver crença, basta ouvir. O que coloca um peso de responsabilidade incomensurável sobre quem fala.

Tudo, nos diz a Bíblia, nasce da palavra, e, como se comprova na história, pelas falas a sociedade é construída.

Jesus sabia que os humanos são ávidos por informação. Não pela informação em si, mas, pelo poder que saber mais do que o outro confere ao informado. O tal desejo de ser como Deus (Gn 3.5). E todo o que deseja o poder, se predispõe a cair em ciladas (1Tm 6.9).

Deve ser por isso que Jesus adverte seus alunos a se acautelarem das doutrinas dos fariseus e dos saduceus. Pois, não dá para imaginar que tais doutrinas, e tais doutrinadores pudessem competir com  os ensinos e a maestria de Jesus.

Jesus, todavia, sabia que o ser humano é corruptível.

Jesus sabia que a má informação, corrompe.

Jesus sabia, também, que a palavra que corrompe é a palavra que foi corrompida.

Jesus sabia que mesmo a palavra vinda de Deus pode ser corrompida.

Interessante, os saduceus e os fariseus representavam extremos da fé judaica. Os saduceus aceitavam parte da Bíblia, os fariseus aceitavam a Bíblia toda.

Os saduceus enfatizavam as atividades no templo como o cerne da fé; os fariseus enfatizavam o moralismo como cumprimento da lei.

Ambos, porém, ensinavam o erro.  Os saduceus não viram que os sacrifícios falavam da necessidade do sacrifício definitivo; os fariseus não viram que a lei apontava para a necessidade de haver um salvador.

No erro os extremos se encontravam, e se tornavam uma coisa só: informação que corrompe.

Como distinguir que laboravam em erro, se eram, entre si, opostos, de tão distantes e antitéticos?

Eles se encontravam na incapacidade de reconhecer o Cristo, e de fazer o Cristo reconhecido.

Continua assim: todo ensino que, pretensamente, nascido da Bíblia, não reconheça o Cristo, que é o sacrifício que nos traz a salvação, e o esvaziamento e a doação que nos estabelece o padrão para viver,  e não aponte o Cristo como o centro da fé, se tornou informação que corrompe.




A Tentação


Vós orareis assim: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoai-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre, amém!

Depois da queda, o universo, por nossa causa, foi imerso num ambiente de sofrimento.

Esse ambiente surgiu como resultado de um novo princípio, por nós estabelecido, que passou a reger todos os movimentos, em maior ou menor grau, ainda que arrefecido por ação de Deus, por sua graça. O apóstolo Paulo chama esse princípio de “a lei do pecado e da morte” (Rm 8.2).

Portanto, esse ambiente é, por definição, contra a vontade de Deus. Vivendo nesse ambiente, e não temos escolha, estamos sempre expostos ao que contraria o Pai, e a tal rebeldia somos sempre convidados.

Esse convite, estimulado pelo maligno, se dá sempre no âmbito pessoal, mas pode provir de nosso interior, ou dos relacionamentos pessoais, ou do sistema.

Esse convite é sempre mais forte do que as nossas resistências pessoais, mas, o podemos resistir, se pedirmos socorro ao Pai.

Isso nos coloca num dilema: se caímos em tentação, fazemos o que nos é próprio, porque a tentação é sempre mais forte do que nós. Porém, por causa da disposição do Pai, se caímos em tentação, caímos porque não pedimos socorro ao Pai, que, se acionado, não nos deixaria cair.

Então, se caímos foi porque não clamamos pela ajuda prometida. E por que alguém, que sabe disso, não pediria ajuda, a não ser pelo desejo de cair? Assim, qualquer queda é responsabilidade nossa.

Meditação: Somos responsáveis pelo enfrentamento de qualquer tentação, em qualquer nível, porque temos, à disposição, o socorro do Pai. Não podemos e não devemos nos fiar em nossas forças, elas são insuficientes, mas não podemos nos esconder em nossas fraquezas, porque o Pai nos é mais do que suficiente.

Oração: Pai nosso, te somos gratos, porque na nossa fraqueza contamos com a tua força. Que bom seria se pudesses contar com a nossa fidelidade, como contamos com o teu socorro. Socorre-nos sempre Pai Eterno, a começar por nossa carência de fidelidade. Pelos méritos de Jesus, o Senhor, clamamos. Amém!