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quarta-feira, 13 de março de 2013

Encontrar Deus


Ariovaldo Ramos

Deus existe, criou o universo, sua vontade é o padrão da criação, ou seja, tudo o que não anda conforme sua ordenação está em estado disfuncional. Ele está fora e dentro do universo, se revelou através do povo de Israel e, perfeitamente, em Jesus de Nazaré, por meio de cujo sacrifício salvou o universo salvando o homem de sua queda, e deixou um livro, a Bíblia, para explicar isso tudo.

Então, qual é o segredo? Por que relacionar-se com Deus se tornou algo tão cheio de burocracias? Por que a gente parece que tem de entrar num concurso vestibular para realmente alcançar o conhecimento de Deus? Não seria muito mais lógico explicar para as pessoas o que significou todo o movimento de Deus para salvar a humanidade, e toda a criação, e colocá-las em contato com Ele e pronto?

Qual é a dificuldade para falar com Deus, se Ele é a maior realidade do universo? Para que tantos intermediários? Por que tanto templo e tanto ritual? Se basta dois ou três reunidos em nome de Jesus, e, pronto: eis a Igreja  instalada? Uma vez que Deus é mais real do que o ar que respiramos, por que tanta celeuma, tanto sacerdote? Se estes dois ou três são suficientes para que haja eucaristia e batismo? Já pensou se fosse assim para respirar o ar? Certamente estaríamos todos mortos por asfixia! E se Deus está perto de todos os que o invocam, por que não simplesmente invocá-lo, sabendo que Ele está em todo o lugar, e que Cristo abriu o caminho de contato com ele?

Tem mais, há alguém que, porventura, fica a repetir o tempo todo, oh ar, que bom que você está aqui para que eu possa respirá-lo? Ora, a gente simplesmente respira. Por que com Deus não é assim? Por que a gente não o vive simplesmente, sabendo que nele estamos todos, que podemos invocá-lo a toda hora?

Sabe, há muita embromação religiosa em torno do relacionamento com Deus, muita coisa acrescentada por gente que quer ganhar alguma coisa com o relacionamento necessário entre o ser humano e Deus. Acho que esse é outro tipo de abuso para o qual temos de estar atentos. Como pode haver casas especiais para encontrar Deus, se ele está em todo o lugar, e, principalmente, perto de todos os que o invocam? E como pode existir tanta gente de especial relacionamento com Deus, que tem de ser acionada para que Deus possa ouvir o que espera ouvir, se o único mediador entre o Pai Eterno e o ser humano é Jesus Cristo? Sei não, mas acho que tem alguma coisa errada nesse “imbróglio” todo.

terça-feira, 12 de março de 2013

Salmo 005


Por Ariovaldo Ramos

Davi resiste a Saul.
1 Dá ouvidos às minhas palavras, ó Senhor; atende aos meus gemidos.
Davi sabe o quanto precisa de ajuda.
2 Atende à voz do meu clamor, rei meu e Deus meu, pois é a ti que oro.
Davi sabe que é de Deus que é súdito.
3 Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te apresento a minha oração, e vigio.
Davi sabe quem o ouve, e que tipo de vida deve viver.
4 Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal.
Davi sabe do caráter Deus.
5 Os arrogantes não subsistirão diante dos teus olhos; detestas a todos os que praticam a maldade.
Davi sabe que Deus não pactua com os maldosos independente do “status” destes.
6 Destruís aqueles que proferem a mentira; ao sanguinário e ao fraudulento o Senhor abomina.
Davi sabe do juízo divino.
7 Mas eu, pela grandeza da tua benignidade, entrarei em tua casa; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.
Davi honra a Deus por seu caráter.
8 Guia-me, Senhor, na tua justiça, por causa dos meus inimigos; aplana diante de mim o teu caminho.
Davi pede direção na batalha contra a maldade.
9 Porque não há fidelidade na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.
Davi sabe das artimanhas sedutoras dos maus.
10 Declara-os culpados, ó Deus; que caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se revoltaram contra ti.
Davi entrega os maus ao juízo divino.
11 Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; sim, gloriem-se em ti os que amam o teu nome.
Davi sabe que a misericórdia de Deus é a fonte da alegria dos crentes.
12 Pois tu, Senhor, abençoas o justo; tu o circundas do teu favor como de um escudo.

Davi sabe que os justos não precisam ter medo, não importa o que aconteça.

***


Saul persegue Davi porque ao desobedecer Deus perdeu o direito ao trono de Israel.

Deus escolheu Davi, e como Saul não pode lutar contra Deus, luta contra o seu escolhido.

Davi poderia capitular e se submeter à Saul, considerando Saul problema de Deus.

Davi decide obedecer ao chamado de Deus.

Obedecer a Deus é enfrentar Saul. Obedecer a Deus é enfrentar aos desobedientes na sua injustiça.

Davi sabe que Deus toma partido da justiça, e que, portanto, se identifica com os injustiçados.

Davi ora com a espada na mão, e pede que o Senhor o guie nessa luta contra o mal.

Davi considera os inimigos de Deus como seus inimigos. Ele não os ataca, ele os resiste.

Tomar partido de Deus na história é enfrentar a injustiça em todas as suas manifestações.

Deus espera que os seus protegidos, ou seja, aqueles que não precisam temer a morte, façam isso.

Julgar seres humanos é problema de Deus, lutar pela justiça, na história, é problema dos filhos de Deus.


segunda-feira, 11 de março de 2013

A Denuncia como Estilo de Vida


Por Ariovaldo Ramos

As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro g e se alimentava de gafanhotos h e mel silvestre.” Mc 1.6

João vestia-se como o profeta Elias, cujo retorno ministerial representava, uma vez que João era cumprimento da profecia de que Elias viria antes, para converter o coração dos pais aos filhos (Lc1.17).

para além de vestir-se para representar o ministério de Elias, a roupa do Batista era, em si, uma denúncia à usurpação da função sacerdotal.

João, por ser da descendência de Arão, deveria ter sido o sumo-sacerdote, se o tivesse sido só teria podido vestir as roupas apropriadas à sua posição, mas, como as suas roupas estavam, indevidamente, sendo usadas por outro, e ele não poderia vestir roupas comuns, as vestes sacerdotais foram substituídas por roupas feitas de pêlos de camelo.

por ser o sumo-sacerdote, João só poderia comer das comidas apropriadas aos sacerdotes, mas a sua refeição sacerdotal estava sendo usurpada por outro, mas, apesar disso, ele não podia comer das comidas comuns, daí, gafanhotos e mel silvestre.

o profeta veio do deserto, onde, provavelmente, vivera protegido pelas comunidades do deserto, até por ser quem era: a voz daquele que estava no deserto; e João, por aquele que estava no deserto, clamou contra toda a usurpação da glória e da casa de Deus.

João nos ensina o caminho do avivamento: começa com a denúncia que exige o arrependimento. João, antes de denunciar com a palavra, denunciava com o seu estilo de vida.

eis o caminho: andemos nele.



g g 1.6 João vestia-se como o profeta Elias (2Rs 1.8; cf. Zc 13.4). Provavelmente, usasse uma capa de pêlos de camelo e se cobrisse, da cintura para baixo até os joelhos, com uma veste de couro que substituía a túnica.
h h 1.6 Gafanhotos: Considerados comestíveis em diversos países orientais (cf.
 Lv 11.22).

domingo, 10 de março de 2013

O Bem


Por Ariovaldo Ramos

Portanto , vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Quando rogamos por sermos livres do mal, denunciamos um conhecimento: o mal é presente, dominante e ameaçador. E reconhecemos que somos responsáveis pelo bem, uma vez que podemos pedir ajuda para vencer a maldade.

O mal, porém, é como a escuridão: assim como a escuridão só é possível pela falta da luz, e, só assim, se torna dominante, a presença do mal só é possível pela ausência do bem.

Quando rompemos com o DEUS do Universo, tornamo-nos a antítese de tudo o que ele decidira que seríamos: ao invés de nos mantermos como refletores da vida do DEUS, demos ao mal, que só existia como teoria, presença histórica.

O mal se tornou o conteúdo de nossa natureza, de modo que, não tivesse, o DEUS, nos emprestado algo da sua bondade, o mal seria o único conteúdo a dar o tom de nossa vida, e por ele seríamos plenamente dominados e minados, sem possibilidade de reação, porque um dos efeitos domínio do mal é a perda da lucidez.

Portanto, pedir que sejamos livres do mal é, a partir da lucidez que a bondade, emprestada por Deus, concede, pedir por vitória sobre a nossa natureza e sobre o adversário de nossas almas.

Meditação: O mal se tornou uma realidade em nossa história, graças à nossa rebelião. Mas, o DEUS o contrapôs em nós pelo empréstimo de sua bondade.

Oração: Senhor reconheço o mal em mim, mas, também, reconheço a tua bondade impedindo que minha maldade dê o tom de minha existência. Agradeço e louvo-te por não teres nos abandonado aos efeitos de nossa rebelião.