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segunda-feira, 11 de março de 2013

A Denuncia como Estilo de Vida


Por Ariovaldo Ramos

As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro g e se alimentava de gafanhotos h e mel silvestre.” Mc 1.6

João vestia-se como o profeta Elias, cujo retorno ministerial representava, uma vez que João era cumprimento da profecia de que Elias viria antes, para converter o coração dos pais aos filhos (Lc1.17).

para além de vestir-se para representar o ministério de Elias, a roupa do Batista era, em si, uma denúncia à usurpação da função sacerdotal.

João, por ser da descendência de Arão, deveria ter sido o sumo-sacerdote, se o tivesse sido só teria podido vestir as roupas apropriadas à sua posição, mas, como as suas roupas estavam, indevidamente, sendo usadas por outro, e ele não poderia vestir roupas comuns, as vestes sacerdotais foram substituídas por roupas feitas de pêlos de camelo.

por ser o sumo-sacerdote, João só poderia comer das comidas apropriadas aos sacerdotes, mas a sua refeição sacerdotal estava sendo usurpada por outro, mas, apesar disso, ele não podia comer das comidas comuns, daí, gafanhotos e mel silvestre.

o profeta veio do deserto, onde, provavelmente, vivera protegido pelas comunidades do deserto, até por ser quem era: a voz daquele que estava no deserto; e João, por aquele que estava no deserto, clamou contra toda a usurpação da glória e da casa de Deus.

João nos ensina o caminho do avivamento: começa com a denúncia que exige o arrependimento. João, antes de denunciar com a palavra, denunciava com o seu estilo de vida.

eis o caminho: andemos nele.



g g 1.6 João vestia-se como o profeta Elias (2Rs 1.8; cf. Zc 13.4). Provavelmente, usasse uma capa de pêlos de camelo e se cobrisse, da cintura para baixo até os joelhos, com uma veste de couro que substituía a túnica.
h h 1.6 Gafanhotos: Considerados comestíveis em diversos países orientais (cf.
 Lv 11.22).

domingo, 10 de março de 2013

O Bem


Por Ariovaldo Ramos

Portanto , vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Quando rogamos por sermos livres do mal, denunciamos um conhecimento: o mal é presente, dominante e ameaçador. E reconhecemos que somos responsáveis pelo bem, uma vez que podemos pedir ajuda para vencer a maldade.

O mal, porém, é como a escuridão: assim como a escuridão só é possível pela falta da luz, e, só assim, se torna dominante, a presença do mal só é possível pela ausência do bem.

Quando rompemos com o DEUS do Universo, tornamo-nos a antítese de tudo o que ele decidira que seríamos: ao invés de nos mantermos como refletores da vida do DEUS, demos ao mal, que só existia como teoria, presença histórica.

O mal se tornou o conteúdo de nossa natureza, de modo que, não tivesse, o DEUS, nos emprestado algo da sua bondade, o mal seria o único conteúdo a dar o tom de nossa vida, e por ele seríamos plenamente dominados e minados, sem possibilidade de reação, porque um dos efeitos domínio do mal é a perda da lucidez.

Portanto, pedir que sejamos livres do mal é, a partir da lucidez que a bondade, emprestada por Deus, concede, pedir por vitória sobre a nossa natureza e sobre o adversário de nossas almas.

Meditação: O mal se tornou uma realidade em nossa história, graças à nossa rebelião. Mas, o DEUS o contrapôs em nós pelo empréstimo de sua bondade.

Oração: Senhor reconheço o mal em mim, mas, também, reconheço a tua bondade impedindo que minha maldade dê o tom de minha existência. Agradeço e louvo-te por não teres nos abandonado aos efeitos de nossa rebelião.



quinta-feira, 7 de março de 2013

Cumpriu-se a Profecia


Por Ariovaldo Ramos

“Com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi...” Rm 1.3

Ao lado do nascimento virginal (Is 7.14), ser da descendência de Davi era das principais profecias acerca do Messias (Is 11.1,10).

E Jesus o foi, porque foi adotado por José, que era descendente direto de Davi, por dois ramos da família davídica: de Salomão (Mt 1.6) e de Natã (Lc3.31).

E como José adotou a Jesus como seu primogênito, Jesus passou a ser filho de Davi, e a profecia se cumpriu (Mt 1.25; Jo 6.42).

Maria foi escolhida para ser a mãe do Salvador por estar desposada com José, e não o contrário (Lc 1.27).

José era um homem justo, com quem, através das aparições angelicais em seus sonhos, Deus, por sua graça, falou o tempo todo (Mt 1.20; 2.13, 19; 3.15).

José foi o homem a quem Deus, por sua graça, confiou o seu Filho. E José, por graça divina, protegeu a Maria e a Jesus, não só estando sempre pronto a servi-los, como cobrindo-lhes de dignidade (Mt 1.19,20,24,25; 2.13,22; Lc 2.16).

Jesus foi reconhecido a partir de sua filiação a José: Mt 6.3; Lc 3.23; Jo 1.45; 6.42.

Graças a José, homem com que Deus, por sua graça, pode contar, Jesus era filho de Davi, e cumpriu-se a profecia!

Deus cumpre profecias. Deus, por sua graça, cumpre profecias através de seres humanos. Deus continua, por sua graça, contando conosco para cumprir profecias.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Lamento

Junto-me aos venezuelanos, lamento, profundamente, a morte de Hugo Chavez!

O mundo está de luto! A América Latina em especial!

Alguém disse que o melhor que se pode dizer de alguém é que, porque ele passou por aqui, o mundo ficou melhor!

Isso se pode dizer de Hugo Chavez!

Ele não só melhorou sensivelmente a condição de vida de seu povo, como deixou claro que é possível, como disse Tarik Ali, construir a democracia a partir do pobre.

Todos os que, em todo lugar, lutam pela erradicação da pobreza, pela emancipação do ser humano, e por justiça e acesso ao direito para todos, tiveram, em Hugo Chavez, uma referência de compromisso para com o pobre, para com o despossuído, para com o injustiçado.

Eu, que aprendi a agradecer à Trindade, O Deus do Universo, em Cristo Jesus, por tudo, agradeço pelo privilégio de ter convivido com essa personalidade de minha geração, com quem tive o privilégio de estar por duas vezes.

E, como fez o profeta Jeremias, ofereço ao Eterno, um lamento por todos os pobres do mundo e, principalmente, da América Latina: porque os pobres perderam um amigo. 

Ariovaldo Ramos