Se você quiser cooperar financeiramente com este serviço à Igreja...

Ou Itau ag 8552 cc 06984-4 (...) Bradesco ag 093 cc 0172396-0 (...) cpf 696744368-68

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pão


Por Ariovaldo Ramos

Portanto , vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

O mistério da existência está em quem ou o que a mantém.

Nós, seres humanos, e nenhum dos demais habitantes do planeta, até onde sabemos, tem condições de manter-se na existência.

Em sendo assim, a fonte da existência, tanto da origem como da manutenção, é externa.

Quem tem de ser sustentado na existência, por definição, não existe por direito, existe por favor, por deferência da fonte mantenedora.

Clamamos por pão é clamar por manutenção, o fazemos por consciência duma existência que não podemos sustentar.

E seres conscientes só podem clamar a outra consciência, porque seres conscientes só podem ser gerados por outra consciência.

A existência deve ser mantida momento a momento, e como se convencionou o dia como padrão para o dimensionamento da existência, o clamor por sobrevivência toma o dia como referência.

Meditação: Não temos como no manter na vida, não importa a dimensão que lha dermos. Somos seres dependentes.

Oração: Pai nosso, fonte e mantenedor da vida., graças te dou por me trazeres à existência e por todos os dias que, nela, me tens mantido. Hoje, mais uma vez, cônscio dessa dependência, clamo por mais um dia.

Ministério Digital
Http://ariovaldoramosblog.blogspot.com/p/perfil.html

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Adoração

Ariovaldo Ramos

“E todos nós, de rosto desvendado, contemplando como espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória à sua imagem, como pelo Senhor o Espírito.” 2Cor 3.18.

Moisés colocou véu sobre o seu rosto porque o brilho que ele ostentava começou a desaparecer, e isto aconteceu porque ele não estava mais exposto à glória do Senhor, logo, a luz correspondente começou a desvanecer. Paulo diz que conosco é diferente, estamos sempre expostos à glória, ou só não estará exposto quem não o quiser, ou cada um de nós é chamado a essa contemplação que redundará num “resplandecimento” constante.

A exposição à glória do Senhor não é passiva, uma vez que é uma contemplação tipo mirar-se no espelho. A gente se mira no espelho para se ver e se acertar, então, a gente contempla a glória do Senhor para se conhecer à luz dessa glória, “na tua luz vemos a luz” (Sl 36.9), e, também, para se acertar, isto é, para se deixar corrigir a partir dessa glória.


O Espírito Santo faz isso, transformando-nos à semelhança dessa glória. Logo, a glória do Senhor é uma pessoa, porque, uma vez que somos pessoas, só podemos ser transformados à imagem doutra pessoa. Estamos falando da glória do Senhor e não o Senhor da glória, pois o Senhor da glória ninguém vê (Ex 33.19,20). A glória do Senhor é a sua bondade (Ex 33.19). A bondade do Senhor se manifestou plenamente em Cristo Jesus (Jo 1.14). Jesus de Nazaré é a glória do Senhor entre nós. De fato, Jesus de Nazaré, o Cristo, é o próprio Senhor da glória (Mt 1.23) que se fez glória do Senhor por amor. É a manifestação, em carne e osso de toda a sua bondade entre nós (Ex33.19).

E onde a gente contempla essa glória? Bem, primeiramente, nas Escrituras, isso se a gente lê a Bíblia para ver e entender Jesus Cristo; em segundo lugar, nos irmãos - devemos aprender a surpreender Cristo na vida de nossos irmãos, em suas palavras e ações, o que significa o exercício de prestar atenção nas coisas positivas que fazem os nossos irmãos; em terceiro lugar, devemos usar a prática de antes de qualquer ação, perguntar, ao Senhor, o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar, assim a gente invoca a glória do Senhor para diante de nós o tempo todo.

Uma paráfrase: “E todos nós, de rosto desvendado, contemplando a Jesus de Nazaré, na sua maneira de ser e de viver, como quem se olha ao espelho para se arrumar, somos transformados de glória em glória, em gente cada vez mais parecida com Ele; o Senhor, o Espírito, é quem opera essa transformação.”

Adoração é contemplação ativa, porque é acompanhada de desejo, pois o olhar-se no espelho para se arrumar, ou melhor, para se deixar ser arrumado, traz consigo o desejo de acerto e de correção. Esse desejo é o de se assemelhar à Jesus. À medida que essa imitação/transformação acontece, a conseqüente resplandecência é notada por todos. Essa brilho são as nossas boas obras (Mt 5.16). É bom lembrar que esta deve ser uma prática diária e constante, que tem de ser levada à efeito em todo o lugar e em todo o tempo.

Ministério Digital

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Defesa da Fé


Por Ariovaldo Ramos

Na maioria das vezes em que se fala sobre defesa da fé, vem à mente a luta pela verdade, a necessária reflexão apologética. Porém, há uma outra defesa da fé que se faz necessária, a sugerida por Tiago 2:18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. A fé pessoal tem de ser defendida como uma fé real, e, segundo o irmão de Jesus de Nazaré, o que demonstra a realidade da fé pessoal é o tipo de obras que ela provoca como estilo de vida. E, lembremo-nos, autor está falando de prestar serviço ao outro: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (2.15,16). 

A ação social, portanto, é uma demonstração natural da fé, daí é de se esperar que todo cristão a esteja praticando, ou seja, esteja deixando claro que tem fé. Ter fé é ter as convicções que o Espírito coloca em nossos corações, as quais nos comunicam que ser gente é ser como Jesus de Nazaré, que, segundo Pedro: “... andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38) 

Cristo viveu entre nós como exemplo de como deve viver um súdito de seu reino, logo, fazer o bem é o comportamento natural de quem está integrado ao Reino de Deus; até porque este é caracterizado pela justiça, pelo resgate do oprimido, por uma nova sociedade marcada pela solidariedade e pela fraternidade. 

Portanto, não é mera questão de fazer o bem, é a prática de uma visão de mundo, de uma filosofia de vida marcada pelo compromisso com a igualdade entre os seres humanos, pela consciência da dignidade intrínseca ao ser humano, pelo conhecimento do propósito de Deus, qual seja, o de recuperar a noção de humanidade.

A Igreja existe, também, nessa perspectiva, um dos braços da Igreja, no cumprimento da grande comissão, é a prática das obras do Reino, resgatando vidas e praticando a justiça. Nosso foco é o “despossuído”, e a criança é quem mais sofre dessa realidade, devemos fazer tudo  para a resgatar, uma vez que a criança é a principal vítima do processo de injustiça, que o sistema rebelde a Cristo semeia na sociedade humana.

A Palavra de Deus


Por Ariovaldo Ramos

Certo dia um homem de meia idade procurou um pastor com a seguinte abordagem: - Preciso falar-lhe pastor sobre o meu casamento, na verdade, sobre a minha mulher.

Começou, então a descrever a sua esposa para o pastor; depois de duas horas e meia falando, sem parar, havia descrito algo perto de um monstro. Voltou-se ao pastor e perguntou: - Qual é a palavra de Deus para mim?

O pastor calmamente abriu as Escrituras e disse: A Bíblia diz: “Maridos, amai  vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Ef 5.25

O homem ficou desconsolado, afinal ele havia descrito sua mulher como um monstro. A lógica dele lhe dizia: - Se eu amar essa mulher como Cristo amou a Igreja, aí sim que ela vai tornar a minha vida um inferno, vai se aproveitar dessa fragilidade.

Talvez estejamos tentados a dar razão ao homem, em questão; entretanto, o amor não nos torna frágeis, pelo contrário, faz de nós seres capazes de tudo suportar. E mais, ao amar aquela mulher, apesar de todos os defeitos que ele via nela, ele, de fato, estaria dando ao Espírito Santo as condições que Ele precisa para começar a transformação dela.

O amor é o ambiente onde o Espírito trabalha. E amar a quem devemos amar é compromisso que temos com o Espírito Santo.

Como ele pode ama-la com tudo o que está no coração dele? Em primeiro lugar ele deve confessar isso ao Senhor e pedir-lhe que mude isso; em segundo lugar ele deve começar a agir pela fé.

O que seria agir pela fé num caso destes? Significa tratar a esposa como a mulher amada. A medida que ele fosse obedecendo o Senhor, tratando a esposa a partir do compromisso de amar como Cristo, Deus, por sua graça, iria operando no seu sentimento.

A gente primeiro sai do barco para, depois, andar por sobre as águas. É preciso dar o passo da fé, da obediência. É assim que a Bíblia diz.



Ministério Digital.