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domingo, 20 de janeiro de 2013

Orareis


Ariovaldo Ramos 

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! Mt 6.9-13

De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Então, ele os ensinou... Lc 11.1,2a

Os alunos de Jesus viram-no a orar e quiseram orar como Ele.

E Jesus disse: Portanto, vós orareis assim…

Orareis- privilégio imperativo a todo cristão. Este é o modelo, dado por Jesus, para o desfrute do privilégio que, também, é um dever. É pela oração que exercemos o sacerdócio e que, como sacerdotes, reinamos na terra. (Ap 5.10)

1- orar é aproximar-se e se render ao Eterno no lugar Santíssimo;
2- orar, antes de ser o falar com o Deus, é um lugar onde a gente vai;
3- no Antigo Testamento, a rigor, só o Sumo Sacerdote orava, e uma vez por ano, pois, por ocasião da entrega do sacrifício pela nação, entrava no Santo dos Santos; as demais orações, de todos os filhos de Israel, eram feitas na dependência da aceitação desta oração do Sumo Sacerdote;
4- Jesus de Nazaré, porém, não precisava do sacrifício para entrar no lugar santíssimo!

Moisés, ao transmitir a ordem sacerdotal e a forma de apresentar o sacrifício ao ETERNO, comunicou como AQUELE que se revelou aos patriarcas, permitiria a aproximação humana, em seu estado de queda.

Jesus, por sua vez, ao ensinar aos seus alunos a orar, revelou como o ETERNO, desde sempre, desejou que o ser humano se aproximasse.

Jesus ensinou essa oração por ser a possibilidade, para o relacionamento entre o Deus e a humanidade, gerado pela eficácia do seu sacrifício, manifesto na cruz, porém, realizado, por decreto, antes da criação, e que liberaria, para sempre, aos seres humanos, a entrada no lugar santíssimo. (1Pe 1.18-20)

Meditação: Orar é entrar, em rendição, na presença do ETERNO. Orar ao ETERNO é reconhecê-lo como O DEUS. Orar é cultuar. Só ao ETERNO se deve orar. E só por meio de JESUS se pode orar.

Oração: Ó ETERNO: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO; em rendição, ajoelho-me diante de Vós, reconhecendo que sois O DEUS de todo o Universo, e de quem todo o Universo é. E é só em nome de JESUS, o Ungido Ressurreto, que ouso fazê-lo, amém!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Missão Urbana


Ariovaldo Ramos



"Aqui se vê o ar que se respira.

É preciso ver esse ar que se respira!

Será que alguém vai ver o ar que se respira?

Quem quer ver o ar que se respira?

Ei! Ninguém vai ver esse ar que se respira?

Gente... Ar que se respira não se vê!


E Caim edificou uma cidade..."



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Salmo 002 - O Filme


Salmos Capítulo : 2
1 Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão?
2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo:
3 Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas.
4 Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.
5 Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá, dizendo:
6 Eu tenho estabelecido o meu rei sobre Sião, meu santo monte.
7 Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei.
8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão.
9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.
10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.
11 Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor.
12 Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.

salmo 002 -  O filme

cena 1: O Ungido ressuscita (Rm 1.4 Hb 1.13) e é constituído Rei pelo Senhor sobre o santo monte Sião, para governar todas as nações.

cena 2: Os reis da terra, movidos por fantasias,  se levantam e conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido: Eles pensam que podem descartá-lo, e que podem resistir ao seu poder.

cena 3: O Senhor que reina absoluto sobre o Universo zomba deles, às gargalhadas!

cena 4: O Ungido informa a todos que:
i- a partir de sua ressurreição, foi empossado como Rei sobre as nações;
ii- o Senhor lhe disse que ele poderia assumir o reinado efetivo já;
iii- bastava ele pedir, que o Senhor lhe daria as nações como herança e as extremidades da Terra como sua possessão.;
iv- o Senhor, inclusive, lhe deu o direito de reinar com cetro de ferro,  e de quebrá-las como o oleiro faz com o vaso de barro, para fazê-las ser do jeito que ele, o Ungido, quisesse;
v- ele, o Ungido, entretanto, lhes daria a chance de, servindo ao Senhor, com profundo respeito e alegria, se arrependerem e se submeterem ao Filho - o Ungido do Senhor é o Filho do Senhor!

cena 5: O Ungido envia embaixadores (conhecidos como missionários) para todas as nações, com a seguinte instrução: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na Terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado." (Mt 28.18-20)

cena definitiva: Todos os que, crendo nessa mensagem, se refugiam no Filho, como servo e aluno, são tornados no tipo de pessoa que é feliz.

Ariovaldo Ramos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Toda Vida é Missão, e Missão é Toda Vida


Ariovaldo Ramos

"O DEUS nos deu a tarefa de cuidar do planeta. É, temos de nos espalhar pela terra, conquistá-la e dominar sobre as demais criaturas.

Ele nos deu um modelo, o jardim. O jardim é comunitário, o que se busca é a beleza do conjunto. Essa beleza nasce do acesso à água, ao Sol e aos nutrientes para todas as espécies e espécimes. Assim como o controle do crescimento particular, via poda, e da proliferação, via controle de natalidade.

E isso vale, também, para nós! Eu diria, principalmente, para nós, que somos, simultaneamente, jardineiros e parte do jardim.

Além do jardim, como modêlo, o DEUS nos cumulou com possibilidades: talentos,  capacidades de ordem operacional, moral e espiritual. E precisamos mesmo, temos de, cuidando, explorar o planeta! É dele que vem o sustento do DEUS para nós.

Teremos de conhecer todas as possibilidades de seu solo e subsolo, de saber como transformar isso em alimento e condições de vida, com qualidade, temos de dimensionar o espaço para nós e para as demais criaturas. 

Nós perdemos o jardim, a terra perdeu parte da sua espontaneidade, e algo aconteceu conosco, nossa natureza não é mais límpida, como era antes de termos desobedecido e de sermos expulsos. É, de verdade, ficamos exatamente o contrário do que éramos. Percebo, entretanto, parte do que fomos, em nós, mas já não é mais intrínseco a nós. De fato, parece um empréstimo do DEUS. AInda bem que o DEUS, que nos prometeu salvação, não nos deixou sem nada dele. Ah! Como sinto falta do que éramos!

O mandato, apesar de termos caído, continua, e as capacitações, apesar de termos perdido a pureza, também, permanecem. É... ainda temos uma tarefa a cumprir!"




Imaginei esse diálogo do primeiro casal, para manter a perspectiva universal da vocação humana, o chamado a cuidar do planeta e de todos os seus habitantes (Gn 1.28), incluindo, por definição, a nós mesmos. 

O chamado do DEUS, a partir de Abrão, para que todas as famílias da Terra sejam abençoadas (Gn 12.1-3) não substitui, mas, complementa o mandato, incrementando o elemento que se lhe tornou necessário, por causa da queda: a salvação de toda a criação (Rm 8.19). De modo que a missão do Israel do Antigo Testamento, que era a de trazer a criança prometida em Gn 3.15, tanto quanto a missão do Israel do Novo Testamento, que é a de anunciar a chegada da criança, a todas as famílias da Terra, fazem parte do cumprimento da responsabilidade humana.

Se toda a família humana é, em Abrão, chamada de volta ao DEUS, então, o mandato continua em vigor, porque a Terra vem junto, porque foi dada aos homens (Sl 115.16).

Quando a humanidade rompeu com o DEUS, desistiu de existir, porque é no DEUS que existimos (At 17.28). Quando a humanidade desistiu de existir, disse não ao DEUS e a tudo o que ele disse sobre a raça humana: que esta era a sua imagem e semelhança (Gn 1.26). O DEUS, entretanto, nos manteve existindo, porque nos havia criado no Cordeiro (1Pe 1.18-20; Col 1.15-17). Contudo, estávamos, fruto da queda, tomados pela maldade e, se o Criador não fizesse algo, a maldade seria o único conteúdo a dar o tom da nossa existência, o que provocaria imediata solução de continuidade, teríamos de ser aniquilados, então a Trindade, que é o DEUS, nos emprestou a sua bondade e toda boa dádiva (At 14.17; Tg 1.17). 

Em sendo assim, todo bem que há no ser humano é empréstimo do DEUS, e nessa dimensão encontra-se talentos, e capacidades, e a vocação. O ser humano está, portanto, apto para o mandato, embora isso não signifique estar apto para a salvação, pois a graça que mantém a existência, embora tenha a mesma fonte: o sacrifício, e ainda que aponte para a graça que salva, está aquém da mesma. Esta graça, no entanto, nos faz indesculpáveis diante da convocação ao mandato cultural, por isso o juízo das nações é: tive sede, tive fome, estava nu, enfermo, forasteiro e preso... Podias  tê-ló feito, mas não o fizestes... Ao outro e ao Planeta (Mt 25.31-40).

Se a convocação ao cumprimento do mandato é verdade para todos, o é, em especial, para os que foram levados à graça de salvação. Não há vocação para a Igreja, há o chamado para a humanidade, porque o sonho da Igreja é ser humanidade, para que a humanidade seja Igreja. Porque o homem à Imago Dei é a unidade humana, a humana unidade, a humanidade. "Homem e mulher os criou, humanidade os criou" (Gn 5.2) E os chamou de Adão, Adão é o nome dado pelo DEUS à humanidade. O primeiro Adão morreu, mas ressuscitou o último Adão (1Co 15.45). Último Adão é o nome da Igreja, a nova humanidade, que quer se tornar toda a humanidade, pela conversão da humanidade toda. Todo dom da Igreja é para toda a humanidade, uma vez que igreja quer que toda a humanidade seja igreja.

E Jesus levou cativo o cativeiro; o que, desde a fundação do mundo vinha levando, porque há muito, desde Gn 3.9, quando disse: "Adão, onde estás", ELE vem nos libertando; e deu dons aos homens (Ef 4.8), aos homens do primeiro e do último Adão. Artesãos, artistas, mestres, comunicadores, conselheiros, inspiradores, operadores, organizadores - tudo para que a humanidade fosse uma cooperativa onde todos trabalham para todos, e a Terra fosse um jardim de vida digna e harmoniosa para todas as espécies, e para todos os espécimes. Os que já foram salvos vivem em busca dessa cooperativa e desse jardim, pois, esta é a vocação da humanidade.

Os que se tornaram habitação do Espírito Santo, terceira pessoa do DEUS,  para além dos dons da graça comum, a graça mantenedora, têm, também, os dons da comunhão, da graça da salvação:  línguas; interpretação das mesmas; palavra de sabedoria; palavra de conhecimento; profecia; serviço; contribuição; ensino; encorajamento; misericórdia; presidência; operação de milagres; discernimento; a fé; dons de curar: advindos da ressurreição do espírito humano, pela habitação do Espírito divino (Rm 12.6-9; 1Co 12.4-30)

E tem as capacidades antigas, e o novo da unção do Cristo: se desbravava, agora pode vir a ser apóstolo; se visionava, agora pode vir a ser profeta; se convencia, agora pode vir a ser evangelista; se cuidava, agora pode vir a ser pastor; se ensinava, agora pode vir a ser mestre; se era empreendedor ou dirigente, agora pode vir a ser presidente diligente, presidindo recursos que sabe ser do DEUS, para o bem de todas as criaturas; se era filantropo, agora pode vir a ser doador do que administra para o DEUS, com liberalidade, para o sustento de tudo e de todos (Ef 4.11; 1Co 12.28; Rm 12.8).

Os dons novos se juntam aos antigos e num determinado momento, toda a humanidade se une, e todas as ações humanas devem se unir, tendo como objetivo comum, em seu exercício, o cumprimento do mandato para a glória do Criador: o DEUS do Universo. E, aqui, o ser humano do último Adão, ganha uma missão especial, demonstrar ao ser humano, que ainda está no primeiro Adão, o motivo de sua existência: o cumprimento do mandato, que só se cumpre, totalmente, quando se é transferido para o último Adão. E ser levado para o último Adão é voltar ao Adão ideal, que o primeiro foi criado para ser, e que o seria, se comido houvesse da Árvore do meio do jardim (Gn 2.9), a da Vida.

Os membros do último Adão, por suas obras, que são sempre boas, porque boas obras, mais que ato, são o ambiente onde vivem os do último Adão (Ef 2.10), e sinalizam, para os que ainda estão no primeiro Adão, que tipo de vida se deve viver e que tipo de sociedade se deve construir.  Por isso, toda formação, todo trabalho, todo acúmulo de conhecimento é missão. Porque existir é milagre propiciado pelo sacrifício do Cordeiro, e toda a possibilidade de bem é doação do Cordeiro sacrificado por vontade própria (Jo 10.17,18). Por isso toda a vida é missão e missão é toda vida.