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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Toda Vida é Missão, e Missão é Toda Vida
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Mudança de endereço
Ariovaldo
Ramos
"voz
do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas
veredas;" (Mc 1.3)
quem
está no deserto, e que precisa de voz, de porta-voz? Deus!
Deus
mudou de endereço, saiu do templo!
e
Lucas, no capítulo 3.1,2, explica o porquê:
o templo tinha sido corrompido, haviam dois sumo-sacerdotes: Anás e Caifás - o
que é uma contradição de termos.
por
definição, só pode haver 1 sumo-sacerdote.
informa Flávio Josefo (escritor e
historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C, no livro: "A História dos
Hebreus"), que Anás, esperto e populista, foi, segundo
interesse do império, tornado sumo-sacerdote por Quirino, governador romano da
Síria, em 6 d.c, sendo demovido em 15 d.c por Valério Crato,antecessor de
Pilatos, porém, manteve-se como eminência parda controlando os seus sucessores,
ele
colaborou com os tiranos, e consequiu ser sucedido por cada um de seus cinco
filhos, e por seu genro Caifás, que, como ele, exerceram o sumo sacerdócio a serviço
da tirania.
mas
Deus não participa de conchavos e de venalidades, mesmo que jurem estar fazendo
em nome dele e pela sua causa.
e
Deus saiu do templo e foi para o deserto.
ecoa
aqui a fala do Senhor Jesus: "nem todo o que me diz: Senhor Senhor!
entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está
nos céus." (Mt 7.21)
a
comunidade da fé, que é uma comunidade de sacerdotes, que só tem a Jesus, como
sumo-sacerdote, tem de denunciar a todos os que, dizendo agir em nome do Senhor,
fazem conchavos e praticam a venalidade, atraiçoando a causa da cruz.
eles
estão vazios, como vazio ficou o templo quando Deus mudou de endereço, e tudo
que eles fazem não tem sentido algum, como sem sentido ficaram todos os rituais
do templo, porque Deus não estava mais lá para apreciá-los ou recebê-los.
a
comunidade da fé tem de enfrentar aos impostores, porque eles não têm o amparo
da Trindade.
o
Cristo não poderia andar pelos caminhos que o Israel, de então, tinha para
apresentá-lo ao mundo.
era
o caminho do conchavo com os romanos, com os donos do poder; o caminho da
politicagem, e, mesmo os libertários, estavam em busca de interesses
particulares.
esses
não eram caminhos direitos:
os
zelotes (partido da luta armada contra os invasores) escolheram a violência
contra os invasores; o caminho de Jesus é o da não violência (Mt 5.39).
os
fariseus (partido ortodoxo) escolheram a complacência com os dominadores; o caminho
de Jesus é o da denúncia (Jo 18.22,23).
os
saduceus (partido heterodoxo dos sacerdotes) escolheram a cumplicidade com os
opressores; o caminho de Jesus é o do confronto (Lc 18.31,32).
os
publicanos (colaboracionistas de Roma) escolheram o serviço aos tiranos; o
caminho de Jesus é o do serviço aos oprimidos (Mt 11.2-5), como reação e denúncia
aos pretensos senhores do poder (Mt 20.25).
e
os essênios (partido fundamentalista) escolheram o caminho de fuga,
esconderam-se nas cavernas; o caminho de Jesus é o de iluminar o mundo pela
vida, mensagem e pelas boas obras, e de resistir à perseguição por causa da
justiça (Mt 5.10-16).
aqueles
não eram caminhos direitos, porque não eram caminhos de Deus.
o
salvador não poderia apresentar-se por meio de nenhum daqueles caminhos, se quisesse salvar o mundo (Jo
3.17)
o
messias tem uma mensagem de reconciliação para todos, mas só anda pelo caminho
de Deus; o caminho da Trindade é o de "evangelizar os pobres, proclamar a
libertação aos cativos e restauração de vista aos cegos, de por em liberdade os
oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18).
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O Caminho do Justo
Salmo 001
Ariovaldo Ramos
O Senhor, o Pai, construiu o caminho do justo.
O Senhor Espírito Santo é quem conduz o justo.
O Senhor Jesus Cristo é quem gera o justo.
O justo só ouve quem pratica a justiça.
O justo vê a iniqüidade como descaminho.
O justo só se assenta com quem honra o próximo.
O prazer do justo está na lei do Senhor.
O prazer do justo é amar a lei do Senhor.
O prazer do justo é viver a vontade do Senhor.
O justo vive na comunidade de Palavra viva.
O justo tem o espírito sempre alimentado.
O justo sempre transborda de fé e de esperança.
O justo vive sem ansiedade.
O justo, no tempo certo, faz o que tem de fazer.
O justo é feliz!
Ariovaldo Ramos
O Senhor, o Pai, construiu o caminho do justo.
O Senhor Espírito Santo é quem conduz o justo.
O Senhor Jesus Cristo é quem gera o justo.
O justo só ouve quem pratica a justiça.
O justo vê a iniqüidade como descaminho.
O justo só se assenta com quem honra o próximo.
O prazer do justo está na lei do Senhor.
O prazer do justo é amar a lei do Senhor.
O prazer do justo é viver a vontade do Senhor.
O justo vive na comunidade de Palavra viva.
O justo tem o espírito sempre alimentado.
O justo sempre transborda de fé e de esperança.
O justo vive sem ansiedade.
O justo, no tempo certo, faz o que tem de fazer.
O justo é feliz!
sábado, 12 de janeiro de 2013
O salto ontológico
"Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a
paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o
domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem
a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas a paixões
e desejos dessa natureza. Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle
também a nossa vida!" Gl 5.22-25
O novo nascimento pela recepção do Espírito Santo é um salto
ontológico para a humanidade. Muda a concepção de ser humano.
Antes da queda, ser humano era ser a espécie criada à
semelhança da Trindade, porém, diante de uma escolha. Pleno de consciência e de
possibilidades, mas, diante da inevitável escolha entre a vida e a morte. E, então, num ato de desobediência, pensando
estar escolhendo o saber que faz ser como Deus, escolheu a morte (Gn 3.6; 11).
Depois da queda, ser humano é ser a espécie sem a vida
divina, em estado de pecado, portanto espiritualmente morto. Essa morte se manifesta nos vários delitos e pecados que caracterizam o seu modo de viver. O homem caído, no entanto, é sustentado pela
graça mantenedora da Trindade, que lhe garante parcial acesso ao bem.
Depois da vitória do Cristo sobre a morte, pela ressurreição,
que permitiu ao Pai, no Pentecostes e a partir deste, liberar a pessoa do Espírito Santo para habitar nos que
creem no Cristo; ser humano é
ser a espécie em que Deus habita e manifesta a sua natureza pelo fruto do
Espírito, e que, por isso, pode dizer não à morte, em seu viver diário, enquanto aguarda a
ressurreição do corpo.
Os que pertencem ao Cristo Ressurreto mataram na cruz a
velha natureza humana, com suas paixões e desejos; escolhendo viver, apenas, a
partir da nova natureza humana, a natureza do último Adão (1 Co 15,45-49),
comunicada pelo Espírito Santo, que se uniu ao espírito humano (1 Co 6.17).
Os cristãos não consideram mais o pecado como "natural", consideram como natural o fruto do Espírito
Santo; portanto, todo sentimento e paixão, ou motivação, ou desejo, ou
pensamento, ou paradigma que não se coadune com o fruto do Espírito é
considerado disfuncional e descartado como falso, não importa a intensidade com
que se apresente.
Os cristãos sabem que a velha natureza está arraigada neles,
e se manifesta nos sentimentos, e nas paixões, e nos padrões de pensamento, e
nas motivações. Também sabem que as culturas que a velha humanidade formou,
assim como os sistemas políticos, econômicos, sociais e educacionais estão
contaminados pela velha natureza.
Os cristãos, portanto, sabem que essa luta é hercúlea, e oram
uns pelos outros, e se ajudam nessa batalha para viver a partir do salto
ontológico, que a todos oferecem, e que lhes foi dado pelo batismo com o
Espîrito Santo, que é ministrado por Jesus, no momento da conversão.
Os cristãos lutam para que, como
pessoas, manifestem o caráter de Jesus de Nazaré; como comunidade, imitando a Trindade, busquem amar ao irmão, a ponto de se sacrificar por ele, como Jesus o fez; como cidadãos construam uma nova sociedade, onde a justiça corra
como um rio perene (Am 5.24).
Os cristãos consideram como
natural o amar, acima de tudo, ao Pai, representante da Trindade, que é o único Deus, dedicando-lhe toda a motivação, todo o sentimento, e todo o serviço, com
toda a disciplina - porque é ao Pai que se dirigem (Mt 6.9), quando falam com a
Trindade - assim como o amar ao próximo como o ser humano gosta de ser amado em
todas as circunstâncias.
Os cristãos consideram como natural o ter a alegria de
existir, comunicada pelo Pai; o estar em paz com o Pai, consigo e com o
próximo; o agir a partir da paciência própria de quem confia na Trindade, como
interventora na história para o cumprimento de seu propósito redentor (Rm 8.28).
Os cristãos consideram como normal o ser gentil e bondoso
para com todos; o ser fiel ao Pai pelo cumprimento de sua vontade, expressa nas
Sagradas Escrituras (Mt 7.21); o ser
humilde, reconhecendo-se como dependentes da graça divina, o que os coloca em
pé de igualdade com as demais criaturas,
racionais ou não, animadas ou não; o que os torna responsáveis pela
preservação da dignidade de todos os seres criados.
Os cristãos consideram como normal o estar sempre
conscientes da Trindade, pois, a
existência do Deus implica em que há um jeito certo de viver; o estar sempre
consciente de si, de suas possibilidades, limitações, direitos e responsabilidades;
o estar sempre consciente do outro, de seu valor e direito.
Os cristãos, para tanto, sem cessar, pedem, buscam e batem,
em oração, à porta do Pai, para que o Espírito Santo os controle, a partir do
triunfo do Cordeiro Santo, por meio de sua ressurreição, em garantir o perdão
dos pecados, dos quais sempre se arrependem, confessando-os, de modo que,
fortalecidos no espírito (Ef 3.16; 6.10; Cl 1.11), possam viver sem dar lugar à
carne: nome dado à velha natureza humana.
Os cristãos creem na Trindade: no Filho que, por amor ao
Pai, venceu por eles; no Espírito Santo que, por tal vitória, em obediência ao
Pai, neles habita, e no Pai de toda a graça que, por meio do Filho, lhes
comunicou e comunica superabundante graça e, por meio do Espírito Santo, lhes
comunicou e comunica a sua própria vida.
De modo que, diariamente, os cristãos se levantam para viver
nesse novo padrão, por meio da obediência à Palavra revelada, sabendo que o
Senhor Jesus, por meio da ação do Espírito Santo, mantém andando sobre as águas
da existência, contaminadas pela manifestação de maldade, todos os que, pela fé, carregados
por sua Palavra, sem se deixar levar por sentimentos ou circunstâncias, rejeitando
a velha natureza humana, saem do barco da "carne" em direção a Jesus,
o padrão do novo ser humano.
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