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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Toda Vida é Missão, e Missão é Toda Vida


Ariovaldo Ramos

"O DEUS nos deu a tarefa de cuidar do planeta. É, temos de nos espalhar pela terra, conquistá-la e dominar sobre as demais criaturas.

Ele nos deu um modelo, o jardim. O jardim é comunitário, o que se busca é a beleza do conjunto. Essa beleza nasce do acesso à água, ao Sol e aos nutrientes para todas as espécies e espécimes. Assim como o controle do crescimento particular, via poda, e da proliferação, via controle de natalidade.

E isso vale, também, para nós! Eu diria, principalmente, para nós, que somos, simultaneamente, jardineiros e parte do jardim.

Além do jardim, como modêlo, o DEUS nos cumulou com possibilidades: talentos,  capacidades de ordem operacional, moral e espiritual. E precisamos mesmo, temos de, cuidando, explorar o planeta! É dele que vem o sustento do DEUS para nós.

Teremos de conhecer todas as possibilidades de seu solo e subsolo, de saber como transformar isso em alimento e condições de vida, com qualidade, temos de dimensionar o espaço para nós e para as demais criaturas. 

Nós perdemos o jardim, a terra perdeu parte da sua espontaneidade, e algo aconteceu conosco, nossa natureza não é mais límpida, como era antes de termos desobedecido e de sermos expulsos. É, de verdade, ficamos exatamente o contrário do que éramos. Percebo, entretanto, parte do que fomos, em nós, mas já não é mais intrínseco a nós. De fato, parece um empréstimo do DEUS. AInda bem que o DEUS, que nos prometeu salvação, não nos deixou sem nada dele. Ah! Como sinto falta do que éramos!

O mandato, apesar de termos caído, continua, e as capacitações, apesar de termos perdido a pureza, também, permanecem. É... ainda temos uma tarefa a cumprir!"




Imaginei esse diálogo do primeiro casal, para manter a perspectiva universal da vocação humana, o chamado a cuidar do planeta e de todos os seus habitantes (Gn 1.28), incluindo, por definição, a nós mesmos. 

O chamado do DEUS, a partir de Abrão, para que todas as famílias da Terra sejam abençoadas (Gn 12.1-3) não substitui, mas, complementa o mandato, incrementando o elemento que se lhe tornou necessário, por causa da queda: a salvação de toda a criação (Rm 8.19). De modo que a missão do Israel do Antigo Testamento, que era a de trazer a criança prometida em Gn 3.15, tanto quanto a missão do Israel do Novo Testamento, que é a de anunciar a chegada da criança, a todas as famílias da Terra, fazem parte do cumprimento da responsabilidade humana.

Se toda a família humana é, em Abrão, chamada de volta ao DEUS, então, o mandato continua em vigor, porque a Terra vem junto, porque foi dada aos homens (Sl 115.16).

Quando a humanidade rompeu com o DEUS, desistiu de existir, porque é no DEUS que existimos (At 17.28). Quando a humanidade desistiu de existir, disse não ao DEUS e a tudo o que ele disse sobre a raça humana: que esta era a sua imagem e semelhança (Gn 1.26). O DEUS, entretanto, nos manteve existindo, porque nos havia criado no Cordeiro (1Pe 1.18-20; Col 1.15-17). Contudo, estávamos, fruto da queda, tomados pela maldade e, se o Criador não fizesse algo, a maldade seria o único conteúdo a dar o tom da nossa existência, o que provocaria imediata solução de continuidade, teríamos de ser aniquilados, então a Trindade, que é o DEUS, nos emprestou a sua bondade e toda boa dádiva (At 14.17; Tg 1.17). 

Em sendo assim, todo bem que há no ser humano é empréstimo do DEUS, e nessa dimensão encontra-se talentos, e capacidades, e a vocação. O ser humano está, portanto, apto para o mandato, embora isso não signifique estar apto para a salvação, pois a graça que mantém a existência, embora tenha a mesma fonte: o sacrifício, e ainda que aponte para a graça que salva, está aquém da mesma. Esta graça, no entanto, nos faz indesculpáveis diante da convocação ao mandato cultural, por isso o juízo das nações é: tive sede, tive fome, estava nu, enfermo, forasteiro e preso... Podias  tê-ló feito, mas não o fizestes... Ao outro e ao Planeta (Mt 25.31-40).

Se a convocação ao cumprimento do mandato é verdade para todos, o é, em especial, para os que foram levados à graça de salvação. Não há vocação para a Igreja, há o chamado para a humanidade, porque o sonho da Igreja é ser humanidade, para que a humanidade seja Igreja. Porque o homem à Imago Dei é a unidade humana, a humana unidade, a humanidade. "Homem e mulher os criou, humanidade os criou" (Gn 5.2) E os chamou de Adão, Adão é o nome dado pelo DEUS à humanidade. O primeiro Adão morreu, mas ressuscitou o último Adão (1Co 15.45). Último Adão é o nome da Igreja, a nova humanidade, que quer se tornar toda a humanidade, pela conversão da humanidade toda. Todo dom da Igreja é para toda a humanidade, uma vez que igreja quer que toda a humanidade seja igreja.

E Jesus levou cativo o cativeiro; o que, desde a fundação do mundo vinha levando, porque há muito, desde Gn 3.9, quando disse: "Adão, onde estás", ELE vem nos libertando; e deu dons aos homens (Ef 4.8), aos homens do primeiro e do último Adão. Artesãos, artistas, mestres, comunicadores, conselheiros, inspiradores, operadores, organizadores - tudo para que a humanidade fosse uma cooperativa onde todos trabalham para todos, e a Terra fosse um jardim de vida digna e harmoniosa para todas as espécies, e para todos os espécimes. Os que já foram salvos vivem em busca dessa cooperativa e desse jardim, pois, esta é a vocação da humanidade.

Os que se tornaram habitação do Espírito Santo, terceira pessoa do DEUS,  para além dos dons da graça comum, a graça mantenedora, têm, também, os dons da comunhão, da graça da salvação:  línguas; interpretação das mesmas; palavra de sabedoria; palavra de conhecimento; profecia; serviço; contribuição; ensino; encorajamento; misericórdia; presidência; operação de milagres; discernimento; a fé; dons de curar: advindos da ressurreição do espírito humano, pela habitação do Espírito divino (Rm 12.6-9; 1Co 12.4-30)

E tem as capacidades antigas, e o novo da unção do Cristo: se desbravava, agora pode vir a ser apóstolo; se visionava, agora pode vir a ser profeta; se convencia, agora pode vir a ser evangelista; se cuidava, agora pode vir a ser pastor; se ensinava, agora pode vir a ser mestre; se era empreendedor ou dirigente, agora pode vir a ser presidente diligente, presidindo recursos que sabe ser do DEUS, para o bem de todas as criaturas; se era filantropo, agora pode vir a ser doador do que administra para o DEUS, com liberalidade, para o sustento de tudo e de todos (Ef 4.11; 1Co 12.28; Rm 12.8).

Os dons novos se juntam aos antigos e num determinado momento, toda a humanidade se une, e todas as ações humanas devem se unir, tendo como objetivo comum, em seu exercício, o cumprimento do mandato para a glória do Criador: o DEUS do Universo. E, aqui, o ser humano do último Adão, ganha uma missão especial, demonstrar ao ser humano, que ainda está no primeiro Adão, o motivo de sua existência: o cumprimento do mandato, que só se cumpre, totalmente, quando se é transferido para o último Adão. E ser levado para o último Adão é voltar ao Adão ideal, que o primeiro foi criado para ser, e que o seria, se comido houvesse da Árvore do meio do jardim (Gn 2.9), a da Vida.

Os membros do último Adão, por suas obras, que são sempre boas, porque boas obras, mais que ato, são o ambiente onde vivem os do último Adão (Ef 2.10), e sinalizam, para os que ainda estão no primeiro Adão, que tipo de vida se deve viver e que tipo de sociedade se deve construir.  Por isso, toda formação, todo trabalho, todo acúmulo de conhecimento é missão. Porque existir é milagre propiciado pelo sacrifício do Cordeiro, e toda a possibilidade de bem é doação do Cordeiro sacrificado por vontade própria (Jo 10.17,18). Por isso toda a vida é missão e missão é toda vida.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mudança de endereço


Ariovaldo Ramos

"voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;" (Mc 1.3)

quem está no deserto, e que precisa de voz, de porta-voz? Deus!

Deus mudou de endereço, saiu do templo!

e Lucas, no capítulo 3.1,2, explica o porquê: o templo tinha sido corrompido, haviam dois sumo-sacerdotes: Anás e Caifás - o que é uma contradição de termos.

por definição, só pode haver 1 sumo-sacerdote.

informa Flávio Josefo (escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C, no livro: "A História dos Hebreus"), que Anás, esperto e populista, foi, segundo interesse do império, tornado sumo-sacerdote por Quirino, governador romano da Síria, em 6 d.c, sendo demovido em 15 d.c por Valério Crato,antecessor de Pilatos, porém, manteve-se como eminência parda controlando os seus sucessores,

ele colaborou com os tiranos, e consequiu ser sucedido por cada um de seus cinco filhos, e por seu genro Caifás, que, como ele, exerceram o sumo sacerdócio a serviço da tirania.

mas Deus não participa de conchavos e de venalidades, mesmo que jurem estar fazendo em nome dele e pela sua causa. 

e Deus saiu do templo e foi para o deserto.

ecoa aqui a fala do Senhor Jesus: "nem todo o que me diz: Senhor Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mt 7.21)

a comunidade da fé, que é uma comunidade de sacerdotes, que só tem a Jesus, como sumo-sacerdote, tem de denunciar a todos os que, dizendo agir em nome do Senhor, fazem conchavos e praticam a venalidade, atraiçoando a causa da cruz.

eles estão vazios, como vazio ficou o templo quando Deus mudou de endereço, e tudo que eles fazem não tem sentido algum, como sem sentido ficaram todos os rituais do templo, porque Deus não estava mais lá para apreciá-los ou recebê-los.

a comunidade da fé tem de enfrentar aos impostores, porque eles não têm o amparo da Trindade.

o Cristo não poderia andar pelos caminhos que o Israel, de então, tinha para apresentá-lo ao mundo.

era o caminho do conchavo com os romanos, com os donos do poder; o caminho da politicagem, e, mesmo os libertários, estavam em busca de interesses particulares.
   
esses não eram caminhos direitos:

os zelotes (partido da luta armada contra os invasores) escolheram a violência contra os invasores; o caminho de Jesus é o da não violência (Mt 5.39).

os fariseus (partido ortodoxo) escolheram a complacência com os dominadores; o caminho de Jesus é o da denúncia (Jo 18.22,23).

os saduceus (partido heterodoxo dos sacerdotes) escolheram a cumplicidade com os opressores; o caminho de Jesus é o do confronto (Lc 18.31,32).

os publicanos (colaboracionistas de Roma) escolheram o serviço aos tiranos; o caminho de Jesus é o do serviço aos oprimidos (Mt 11.2-5), como reação e denúncia aos pretensos senhores do poder (Mt 20.25).

e os essênios (partido fundamentalista) escolheram o caminho de fuga, esconderam-se nas cavernas; o caminho de Jesus é o de iluminar o mundo pela vida, mensagem e pelas boas obras, e de resistir à perseguição por causa da justiça (Mt 5.10-16).

aqueles não eram caminhos direitos, porque não eram caminhos de Deus.

o salvador não poderia apresentar-se por meio de nenhum daqueles  caminhos, se quisesse salvar o mundo (Jo 3.17)

o messias tem uma mensagem de reconciliação para todos, mas só anda pelo caminho de Deus; o caminho da Trindade é o de "evangelizar os pobres, proclamar a libertação aos cativos e restauração de vista aos cegos, de por em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18).



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Caminho do Justo

Salmo 001

Ariovaldo Ramos

O Senhor, o Pai, construiu o caminho do justo. 
O Senhor Espírito Santo é quem conduz o justo.
O Senhor Jesus Cristo é quem gera o justo.

O justo só ouve quem pratica a justiça.
O justo vê a iniqüidade como descaminho.
O justo só se assenta com quem honra o próximo.

O prazer do justo está na lei do Senhor.
O prazer do justo é amar a lei do Senhor.
O prazer do justo é viver a vontade do Senhor.

O justo vive na comunidade de Palavra viva.
O justo tem o espírito sempre alimentado.
O justo sempre transborda de fé e de esperança.

O justo vive sem ansiedade.
O justo, no tempo certo, faz o que tem de fazer.
O justo é feliz!

sábado, 12 de janeiro de 2013

O salto ontológico


 Ariovaldo Ramos

"Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas a paixões e desejos dessa natureza. Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida!" Gl 5.22-25

O novo nascimento pela recepção do Espírito Santo é um salto ontológico para a humanidade. Muda a concepção de ser humano.

Antes da queda, ser humano era ser a espécie criada à semelhança da Trindade, porém, diante de uma escolha. Pleno de consciência e de possibilidades, mas, diante da inevitável escolha entre a vida e a morte.  E, então, num ato de desobediência, pensando estar escolhendo o saber que faz ser como Deus, escolheu a morte (Gn 3.6; 11).

Depois da queda, ser humano é ser a espécie sem a vida divina, em estado de pecado, portanto espiritualmente morto.  Essa morte se manifesta nos vários delitos e pecados que caracterizam o seu modo de viver. O homem caído, no entanto, é sustentado pela graça mantenedora da Trindade, que lhe garante parcial acesso ao bem.

Depois da vitória do Cristo sobre a morte, pela ressurreição, que permitiu ao Pai, no Pentecostes e a partir deste, liberar a pessoa do Espírito Santo para habitar nos que creem no Cristo; ser humano é ser a espécie em que Deus habita e manifesta a sua natureza pelo fruto do Espírito, e que, por isso, pode dizer não à morte, em seu viver diário, enquanto aguarda a ressurreição do corpo.

Os que pertencem ao Cristo Ressurreto mataram na cruz a velha natureza humana, com suas paixões e desejos; escolhendo viver, apenas, a partir da nova natureza humana, a natureza do último Adão (1 Co 15,45-49), comunicada pelo Espírito Santo, que se uniu ao espírito humano (1 Co 6.17).

Os cristãos não consideram mais o pecado como "natural",  consideram como natural o fruto do Espírito Santo; portanto, todo sentimento e paixão, ou motivação, ou desejo, ou pensamento, ou paradigma que não se coadune com o fruto do Espírito é considerado disfuncional e descartado como falso, não importa a intensidade com que se apresente.

Os cristãos sabem que a velha natureza está arraigada neles, e se manifesta nos sentimentos, e nas paixões, e nos padrões de pensamento, e nas motivações. Também sabem que as culturas que a velha humanidade formou, assim como os sistemas políticos, econômicos, sociais e educacionais estão contaminados pela velha natureza.

Os cristãos, portanto, sabem que essa luta é hercúlea, e oram uns pelos outros, e se ajudam nessa batalha para viver a partir do salto ontológico, que a todos oferecem, e que lhes foi dado pelo batismo com o Espîrito Santo, que é ministrado por Jesus, no momento da conversão. 

Os cristãos lutam para que, como pessoas, manifestem o caráter de Jesus de Nazaré; como comunidade,  imitando a Trindade, busquem amar ao irmão, a ponto de se sacrificar por ele, como Jesus o fez; como cidadãos construam uma nova sociedade, onde a justiça corra como um rio perene (Am 5.24).
Os cristãos consideram como natural o amar, acima de tudo, ao Pai, representante da Trindade, que é o único Deus, dedicando-lhe toda a motivação, todo o sentimento, e todo o serviço, com toda a disciplina - porque é ao Pai que se dirigem (Mt 6.9), quando falam com a Trindade - assim como o amar ao próximo como o ser humano gosta de ser amado em todas as circunstâncias.

Os cristãos consideram como natural o ter a alegria de existir, comunicada pelo Pai; o estar em paz com o Pai, consigo e com o próximo; o agir a partir da paciência própria de quem confia na Trindade, como interventora na história para o cumprimento de seu propósito redentor (Rm 8.28).

Os cristãos consideram como normal o ser gentil e bondoso para com todos; o ser fiel ao Pai pelo cumprimento de sua vontade, expressa nas Sagradas Escrituras (Mt 7.21);  o ser humilde, reconhecendo-se como dependentes da graça divina, o que os coloca em pé de igualdade com as demais criaturas,  racionais ou não, animadas ou não; o que os torna responsáveis pela preservação da dignidade de todos os seres criados.

Os cristãos consideram como normal o estar sempre conscientes da Trindade,  pois, a existência do Deus implica em que há um jeito certo de viver; o estar sempre consciente de si, de suas possibilidades, limitações, direitos e responsabilidades; o estar sempre consciente do outro, de seu valor e direito.

Os cristãos, para tanto, sem cessar, pedem, buscam e batem, em oração, à porta do Pai, para que o Espírito Santo os controle, a partir do triunfo do Cordeiro Santo, por meio de sua ressurreição, em garantir o perdão dos pecados, dos quais sempre se arrependem, confessando-os, de modo que, fortalecidos no espírito (Ef 3.16; 6.10; Cl 1.11), possam viver sem dar lugar à carne: nome dado à velha natureza humana.

Os cristãos creem na Trindade: no Filho que, por amor ao Pai, venceu por eles; no Espírito Santo que, por tal vitória, em obediência ao Pai, neles habita, e no Pai de toda a graça que, por meio do Filho, lhes comunicou e comunica superabundante graça e, por meio do Espírito Santo, lhes comunicou e comunica a sua própria vida.

De modo que, diariamente, os cristãos se levantam para viver nesse novo padrão, por meio da obediência à Palavra revelada, sabendo que o Senhor Jesus, por meio da ação do Espírito Santo, mantém andando sobre as águas da existência, contaminadas pela manifestação de maldade, todos os que, pela fé, carregados por sua Palavra, sem se deixar levar por sentimentos ou circunstâncias, rejeitando a velha natureza humana, saem do barco da "carne" em direção a Jesus, o padrão do novo ser humano.