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sábado, 2 de julho de 2011

Minha Gente (Mt 16.13-19)

Jesus pergunta aos seus alunos, o que o povo pensa dele, como o ser humano por excelência, o Filho do Homem.

Os alunos responderam que o povo1 o comparava com João, o batista; com Elias; com Jeremias; ou com algum dos profetas.

Profetas, estes três, representantes, respectivamente, do juízo, da ira e do castigo de Deus.

Jesus, então, sem fazer comentário sobre a opinião popular, pergunta aos seus alunos, o que eles diziam dele.

Pedro responde: O Senhor é o Messias, o Filho do Deus Vivo!

A magnífica resposta de Pedro: O Senhor é o Ungido, que os profetas anunciaram que viria para nos libertar, e o Senhor é o Filho do Deus do Universo! O Senhor é o Libertador, e o Senhor é o Deus, também! O Senhor é o Rei Ungido do Salmo 2, e o Senhor faz parte de Deus, em Deus há mais de uma pessoa, e o Senhor é uma delas! O Senhor é Deus que veio em carne e osso para nos libertar!

E Jesus diz a Pedro: Pedro você é um homem feliz!

Você sabe isso porque o meu Pai, que é e está, infinitamente, além de qualquer criatura, contou para você, nenhum ser humano contou ou o poderia contar para você, e não tem nada a ver com nenhuma capacidade humana que você possa ter.

Eu vou reunir um povo em torno dessa verdade. A gente, para quem, a exemplo do que fez a você, o Pai contará quem eu sou.

Essa gente será salva por mim e me adorará: se arrependerá de ser diferente de mim, na sua natureza, no seu relacionamento com o Pai, no relacionamento consigo mesmo, no seu relacionamento com o próximo e com toda a criação; e permitirá que o Espírito Santo a transforme (a pessoa e a comunidade) em gente como eu; essa  gente entregará a si e a tudo que pensava ter (uma vez que tudo é do meu Pai) a mim; e viverá por mim e para mim.

Essa minha gente não morrerá para sempre, porque eu a ressuscitarei no último dia, e essa minha gente, no dia a dia, atacará e derrotará todas as manifestações da morte: nas relações da sociedade; na política; na economia; na religião.

Essa minha gente demonstrará e ensinará o significado da palavra justiça, como fruto do direito.

Minha gente viverá junta, será a minha presença na história, como um corpo, através do qual me manifestarei; será uma comunidade planetária e solidária (formada por muitas comunidades locais), demonstrando o que é viver sob o reinado de meu Pai. Deixando claro que o Homem à imagem e semelhança do DEUS é a unidade humana.

E tudo isso, Pedro, começará com uma mensagem que você pregará, e que será reproduzida por muitos em todos os cantos e nações do planeta, abrindo o Reino do Céu para a humanidade, falando de mim, A PALAVRA, para que a fé venha aos seres humanos que, por graça do Pai, derem ouvidos. E então virá o fim, ou melhor, o recomeço em estado glorificado e imune à queda. ©ariovaldoramos - em outras palavras


  1      Os contemporâneos de Jesus perceberam que Jesus falava sério de coisas sérias.
     O povo ouvia Jesus, reconhecia que ele tinha autoridade como nenhum outro, e viu e
     recebeu os milagres de Jesus, mas não o reconheceram. Por algum motivo, o Pai não
     lhes apresentou o Filho.

          A relação do povo com Jesus foi da admiração ao utilitarismo, houve uma época em
     que Jesus não podia mais descer do barco, porque as pessoas descobriram que
     bastava tocar em Jesus para ser curado e pulavam nele (Mc 3.9,10)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Nome

Oh Deus maravihoso, e que cura!
E o fazes tanto, de tal maneira,
Que és tu minha única bandeira,
Nessa pouca vida e na futura!

Oh  Senhor Todopoderoso Deus,
Que, de fato, conduzes a história,
Construindo a ávida vitória
Daqueles que, por escolha são teus!

Oh Deus, tu, que és mistério grandioso.
Sempre decidido e operoso,
E só a ti mesmo, aleluia, fiel

Seríamos só meros instrumentos
Apenas descartáveis elementos
Se não fosse tu, grande  Emanuel!
©ariovaldoramos

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A insegurança em Abrão

Gênesis 12:1

Deus chama Abrão e lhe faz promessas:
Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei.


Deus manda Abrão sair só, e já é a segunda vez.
A primeira vez foi em Ur, na terra dos Caldeus.
Abrão saiu, mas levou o pai, e esperou pela morte do pai, o que aconteceu em Padã-Harã.
Na segunda vez, ele levou Ló.
Deus chamou Abrão para ser uma nova nação, e toda a humanidade ganhar com isso, mas, primeiro, ele teria de perder.
Perder a terra, o pai, a parentela, o clã, com toda a segurança que isso representava. Perder exige fé.
Só se ganha a consciência da proteção de Deus, quando se perde a confiança na falsa proteção que nos cerca.
Abrão teve dificuldade para sair porque teve dificuldade para confiar em Deus como protetor. Primeiro levou o pai, e, depois, levou Ló, seu sobrinho. Abrão saiu com o que pode para a sua proteção, embora fosse o mínimo frente ao que deixava.

Gênesis 20:11-13

Respondeu Abraão (a Abimeleque): Eu dizia comigo mesmo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por causa de minha mulher. Por outro lado, ela, de fato, é também minha irmã, filha de meu pai e não de minha mãe; e veio a ser minha mulher. Quando Deus me fez andar errante da casa de meu pai, eu disse a ela: Este favor me farás: em todo lugar em que entrarmos, dirás a meu respeito: Ele é meu irmão.

Abrão, por não conseguir confiar, plenamente, em Deus, como protetor, viveu inseguro por muito tempo. Quem pagou o custo da insegurança de Abraão foi Sara.

É preciso ter fé em Deus para ser seguro no viver. Caso contrario, alguém pagará por isso.(c)ariovaldoramos(Meditações na vida de Abraão)


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segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Reino e o Reinado

Vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre, amém!

A palavra reino aparece duas vezes na oração. Na segunda frase: "Pois vosso é o reino…" Reino tem a conotação de tudo o que existe, isto é, de tudo o que é sustentado pelo DEUS . E o DEUS a tudo sustenta, pois só Ele (a TRINDADE) existe, tudo o mais subsiste nele.

Na primeira frase: "Venha a nós o vosso reino…" Reino traz o conceito de Reinado. É o pedido para que o reinado da TRINDADE seja estabelecido na terra.

É um pedido! O que pressupõe o desejo voluntário de quem pede!

Por que, a um ser todo-poderoso, se deve pedir, na realidade que Ele mesmo sustenta, a feitura de sua vontade?

O DEUS, que, por definição, tudo pode, concedeu, temporariamente, a possibilidade da rebelião, e, em o permitindo, sustenta a existência dos rebelados.

O DEUS, de toda a criação, possui todo o poder, mas, não é possuído pelo poder, daí cede espaço para a existência de consciências arbitrárias.

O DEUS decidiu que reinaria sobre os que desejassem estar sob o seu reinado.

Nesse tempo, que chamamos de hoje, o DEUS está a recrutar os que querem sobre si o reinado da TRINDADE.

Oram, conforme essa oração, os que voltaram do estado de rebelião para o estado de adoração, que é a maneira adequada de relacionar-se com o DEUS do Universo.

Não há, entretanto, nessa fase da história, boas notícias para os que fizeram essa opção.

O novo testamento começa com o DEUS sendo expulso do templo, e termina com Jesus do lado de fora da igreja.

No início do relato da nova aliança, João, o Batista, que é sacerdote da família de Arão (Lc 1.5,13), e que, portanto, se tudo estivesse sob o reinado do DEUS, estaria como sumo-sacerdote, está no ermo, dizendo ser a voz daquele que fala do deserto (Jo 1.23): o DEUS que sofreu a defenestração com a assunção do sumo-sacerdócio pelos lacaios dos romanos (Lc 3.1,2 - Hendriksen - Ed Cultura Cristã - comentários a Lucas 3.1 e João 11.49-52; 18.13, 19-28)

No final do NT, na carta à Igreja em Laodicéia, Jesus, o Cristo, está, do lado de fora, a bater à porta, na expectativa de ser ouvido. Além disso, o próprio Cristo levantou a questão de se ele, em sua vinda, em glória, acharia fé na terra (Lc 18.8). Ele falava dos seus, uma vez que fé é dom de Deus (Ef 2.8).

Pedir o reinado do Pai é submeter-se ao doloroso trabalho de transformação, protagonizado pelo Espirito Santo, que se utiliza, inclusive, das lutas diárias: Jo 15.2; Rm 5.3-5; 8.29; 2Co 3.18; Col 1.11,12; 2Tm 3.10-13; Hb 10.36, 12.1-11; 1Pe 4.12-19.

Sujeitar-se ao reinado do Pai é passar pelo sofrimento resultante da rebelião, que se manifesta na história e nos enfrentamentos espirituais: Mt 5.11,12, 10.16-39; Mc 10.29, 30; Jo 15.20; 2Co 12.10; 2Tes 1.4, 5; 2Tm 3.12; Ef 6.10-13; 1Pe 4.12-19.

Submeter-se ao reinado do Pai é perseverar frente ao engano dos falsos profetas, discernindo os seus desvios, e diante do esfriamento do amor em quase todos, dos que se definiam como seguidores do Cordeiro (Mt 24.11-13).

O Israel, no Antigo Testamento, tinha uma missão na história para o bem da humanidade; o Israel, no Novo Testamento, a Igreja (Rm 11.17), tem uma missão na humanidade para o bem da história.

O objetivo do DEUS, ao formar Israel, era trazer a criança prometida no Jardim (Gn 3.15, 12.1-3; Gl 3.16). O Israel, no AT, a deveria trazer para a história. As recompensas, nessa fase do Israel, eram históricas, o DEUS lhe prometeu que se cooperasse com Ele, nessa tarefa, comeria do melhor da terra. O Israel, no AT, tinha de chegar à terra prometida e lá ficar, porque a criança tinha lugar certo para nascer (Miq 5.2).

O papel do Israel, no NT, é anunciar a criança para todas as famílias da Terra, assim, ao contrário do que perseguia, no AT, uma terra em que mana o leite e o mel, nessa fase, Israel tem que, o tempo todo, sair de qualquer terra para ir à toda a Terra.

A amplitude e recompensa do Israel, no NT, aqui, é uma comunidade solidária e planetária (Mc 10.29,30; 1Pe 5.9) e uma história de glória na eternidade (Mt 5.12). O Israel, no NT, não pode prender-se à história, como a vivemos, para que a história da humanidade se torne bem-aventurada na dimensão da eternidade.

O Israel, no NT, a Igreja, como comunidade sob o reinado do DEUS, vive nesta história, nela sinaliza o reinado do DEUS, que já está presente em si, e influencia a sociedade para que, na medida possível, experimente os padrões do reinado, implantando a justiça onde o conseguir, e o faz para que mais da humanidade sobreviva, pelo debelamento da pobreza e de toda a sorte de opressão do homem pelo homem, mas, jamais perde o foco na eternidade, porque hoje é tempo de arrependimento, pois, toda a rebelião será debelada, e o reinado do DEUS será estabelecido, e só os arrependidos nele viverão.

Ora "venha o vosso reino", quem se arrependeu de estar em estado de rebelião; quem entende que a sociedade, também, deve se arrepender pelo estado de rebelião, que se manifesta no pecado estrutural; quem crê que Jesus, é Deus e Cristo (Mt 16.16); quem crê que virá o reinado eterno do DEUS (Mc 1.14,15); quem reconheceu ser um privilégio estar em comunidade sob o reinado; quem reconhece que só há comunidade onde há justiça; quem sabe que só pela eficácia do sacrifício do Deus Filho, manifesto na cruz (1Pe 1.18-20) e na sua ressurreição, é possível participar no reinado; quem entende que a dor da Cruz é pequena frente à vida abundante da Ressurreição, que, boa notícia, já é possível desfrutar desde agora, como indivíduo e sociedade!(c)ariovaldoramos