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quinta-feira, 2 de junho de 2011

PAI

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas , assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! Mt 6.9-13

Ao ETERNO nos dirigimos na pessoa do PAI, em nome do FILHO, sob a intercessão do ESPIRITO SANTO.

Como o ETERNO nos predestinou para ele, para que, por meio do Cristo, fossemos adotados como seus filhos, (Ef 1.5) conclui-se que o ETERNO sempre desejou um relacionamento paternal com os seres humanos.

Entre nós e a paternidade do ETERNO havia a transgressão, que o sacrifício no templo solucionava temporariamente. Quem de fato deveria morrer era o pecador. Mas, com a morte do pecador a quem a paternidade abraçaria? A menos que fosse possível a alguém morrer como pecador, porém, continuar existir como ser humano.

Ao ensinar aos seus alunos a chamar o ETERNO de PAI, JESUS anunciava que haveria de solucionar a questão que impedia o ETERNO de nos adotar, por isso nos ensina a orar, ou seja a entrar no lugar santíssimo, sem nenhuma mediação humana.

Meditação: Orar é entrar na presença do ETERNO, no lugar santíssimo, graças a JESUS, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Oração: PAI, te sou grato pela paternidade que estendeste a mim, e por saber que desde tempo imemoriais me quiseste como filho. Em nome de JESUS, amém!



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quarta-feira, 1 de junho de 2011

O caminho de Jesus: o mais excelente caminho



1- Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo? Mulher de Samaria (Jo 4.28,29)
Jesus poderia lançar mão do dom de falar qualquer língua, mas preferiu falar a língua do coração do necessitado!
 2- Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.

Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Jesus de Nazaré (Jo 10.11)

Jesus que poderia ter escolhido tudo saber para atrair os seres humanos, preferiu demonstrar todo amor pela entrega de sua vida!

3- E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Jesus de Nazaré (Jo 13.35)
Jesus poderia ter distribuído todas as suas benesses para demonstrar a sua grandiosidade aos seres humanos, mas, preferiu nos transferir a sua vida, para que os seres humanos  fossem grandes em amor como ele.
       4- O amor é paciente,

Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte. Tornou-lhe Jesus: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces. Lc 22.31-34
Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres. Ora, isto ele disse, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. Jo 21.15-19a
Jesus poderia ter desistido de Pedro, mas, orou por ele, para que não desfalecesse, acreditou em sua declaração de amor, apesar do evento recente, e informou-lhe que, graciosamente, lhe daria a coragem que ele julgara ter, quando disse que, um dia, Pedro estaria pronto a partilhar da prisão e da morte com Jesus, a coragem de morrer por Cristo.

 4- O amor é benigno;

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste! Jesus de Nazaré Mt 23.37

Jesus, por amor, buscou sempre, sem nunca desistir, o bem de todos, mesmo dos que o desprezaram

5- O amor não arde em ciúmes,

Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos, porque não nos seguia. Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim; pois quem não é contra nós, é por nós. Mc 9.38-40
O arder em ciúmes aprisiona o ser pretensamente amado. Jesus, nosso libertador, não sonegou o uso de seu poderoso nome a quem não andava com ele, mesmo no tempo em que tudo estava centralizado em sua presença em carne.

6- O amor não se ufana,

Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo. Jo 8.28

Aquele, por meio de quem tudo foi criado, simplesmente, obedeceu até à morte.

 7-não se ensoberbece,

Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão um que é Deus. Mc 10.18

Aquele, que é digno de toda a adoração, não permitiu que a glória do Pai fosse dividida pela ignorância do moço a respeito do relacionamento entre Jesus e o Pai.

8- O amor não se conduz inconvenientemente,

Veio uma mulher de Samária tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos.) Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. Jo 4.7-10
Tão logo a mulher pareceu sugerir a Jesus a possibilidade de alguma intenção não revelada, e de ordem moral, Jesus conduziu a conversa para Deus e o seu propósito, não permitindo  a sugestão de que qualquer conotação maliciosa. Ele estava ali por amor!

 9- não procura os seus interesses,

O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.  Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Jesus de Nazaré Jo 15.12,13

De fato, Cristo é a personificação do mais profundo significado do amor: Ele entregou a sua vida em favor de outro. De todos nós outros!


10- não se exaspera,

Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente. 1Pe 2.21-23

Aquele que há de julgar os vivos e os mortos, soube viver com domínio próprio por amor ao Pai e àqueles a que o Pai ama.

11- não se ressente do mal;

Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda. Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes. Lc 23.33,34

12- não se alegra com a injustiça,

Então, o sumo sacerdote interrogou a Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu disse. Dizendo ele isto, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que falas ao sumo sacerdote? Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que me feres? Jo 18.19-23

Mesmo em estado de subjugação, Jesus reagiu à injustiça e ao abuso de poder, dando-nos exemplo de um amor que se importa com a garantia do direito.


13- mas regozija-se com a verdade;

ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. Jo 4.17,18

Jesus sempre salientou o valor da verdade, mesmo a verdade que lhe causasse dor. Principalmente, a dor da ausência da adoração, como no caso em questão.



14- tudo sofre,

Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Is 53.4-11


15- tudo crê,

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Hb 12.1-3

Jesus foi o maior de todos os heróis da fé.



16- tudo espera,

Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu
Hb 5.7,8

Obediência é prática de quem espera confiantemente no Senhor. É o caminho do amor ao Pai, acima de tudo.



17- tudo suporta. 1Co 13.1-7

Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. Mt 26.39-42

Eis o exemplo de Jesus: respeitadas as nossas limitações, o Espírito Santo nos capacita a andar nesse caminho. É por essa ação do Espírito que Cristo nos exortou a orar, em Lc 11.9-13. ©ariovaldoramos
  

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Orareis

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas , assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém! Mt 6.9-13

De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos. Então, ele os ensinou... Lc 11.1,2a

Os alunos de JESUS viram-no a orar e quiseram orar como Ele. JESUS, porém, não precisava do sacrifício para entrar no lugar santíssimo!

1- orar é aproximar-se e se render ao ETERNO no lugar Santíssimo
2- no antigo testamento, a rigor, só o Sumo Sacerdote orava, e uma vez por ano; as orações, de todos os demais, eram feitas na dependência da aceitação desta oração do Sumo Sacerdote;

Moisés, ao transmitir a ordem sacerdotal e a forma de apresentar o sacrifício ao ETERNO, comunicou como AQUELE que se revelou aos patriarcas, permitiria a aproximação humana. JESUS, por sua vez, ao ensinar os seus alunos a orar, revelou como o ETERNO, desde sempre, desejou que o ser humano se aproximasse.

JESUS ensinou essa oração por ser a manifestação do sacrifício que liberaria, para sempre, aos seres humanos, a entrada no lugar santíssimo. (1Pe 1.18-20)

Meditação: Orar é entrar, em rendição, na presença do ETERNO. Orar ao ETERNO é reconhecê-lo como O DEUS. Orar é cultuar. Só ao ETERNO se deve orar. E só por meio de JESUS se pode orar.

Oração: Ó ETERNO: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO; em rendição, ajoelho-me diante de Vós, reconhecendo que sois O DEUS de todo o Universo, e de quem todo o Universo é. E é só em nome de JESUS que ouso fazê-lo, amém!@ariovaldoramos



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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Paixão: A possibilidade de passar pelo sofrimento sem sofrer

Jesus, o Cristo, passou por um sofrimento enorme e sem precedentes, desde que, antes da fundação do mundo, se esvaziou, assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7), o que foi manifestado na cruz, por amor de nós (1Pe 1.18-20).

Jesus Cristo passou pelo sofrimento, mas, sem sofrer! Isto é, Jesus passou pelo sofrimento, mas, não conjugou o verbo sofrer.

Quando a gente conjuga o verbo sofrer, a gente traz o sofrimento para o espírito, a gente passa a se definir pelo sofrimento. A dor física e a tristeza, inerente ao sofrimento, passam a ser a identidade da gente. A vida passa a ser uma lamúria e a gente passa a se definir a partir do sofrimento por que passou ou passa, carregando-o para sempre como uma carteira que se mostra quando se quer falar de si.

Jesus nunca se permitiu a isso, diante da tristeza frente à  truculência do sofrimento, e à traição e abandono dos seus alunos,  ele continuava a afirmar que a sua vida ninguém tomava, ele a entregava para a reassumir (Jo 10.17,18).  Era ele quem partia o pão e distribuía o cálice da nova aliança (1Co 11.23-26). Ele, e não o sofrimento a que se submeteu, é que estava como sujeito de sua história

Jesus, por causa desse protagonismo nunca negociado, pode dizer, no momento de dor e de abandono mais intensos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23.34) – a frase que sustenta o Universo.

Se Jesus tivesse conjugado o verbo sofrer, amaldiçoaria aos seus algozes e à toda a humanidade. A tentação de conjugar o verbo sofrer, de tornar o sofrimento na sua identidade foi vencida por Jesus o tempo todo; ele sempre manteve a sua identidade fundamentada em seu relacionamento com o Pai: “...sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela”(Jo 13.3,4)

Que boa notícia: a dor e a tristeza, inerentes ao sofrimento, não têm, necessariamente,  de tomar o espírito e redefinir a identidade de quem passa pelo sofrimento! E, depois da queda, viver é passar pelo sofrimento, porque este foi, por nós (Gn3.17), tornado o ambiente onde toda a história se desenrola.

O mais triste, quando o sofrimento se torna a identidade da gente, é que tudo e todos passam a ser julgados ou analisados a partir do que se entende ter sofrido.

A reação da gente passa a ser, sempre, reação àquele sofrimento que sequestrou a identidade da gente, qualquer ser humano, o outro, desaparece, vira algoz ou salvador, mesmo nunca tendo participado do que sofremos, ou, mesmo que tenha sido instrumento de Deus na vida da gente algum dia, inclusive, nos ministrando ou socorrendo no momento do sofrimento. Nada mais isenta o próximo, todo mundo estará sob “júdice” , e, como disse o compositor: “Qualquer desatenção, pode ser a gota d’água.” A gente passa a gostar do martírio!

Na Paixão, Jesus, o Cristo, nos demonstra como passar pelo sofrimento mais atroz sem conjugar o verbo sofrer.  Nos ensina como sofrimento algum pode nos roubar a identidade, nem tirar de nós o privilégio e a responsabilidade de ser o sujeito da nossa história. Aleluia!