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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tanto Luto!


Rio de Janeiro, Escola Municipal Tasso da Silveira, jovem, de 23 anos, invade escola, onde estudou, e atira nos alunos, a maioria entre 7 e 14 anos. Mata e fere muitos., até que, atingido por um policial, se suicida.

Quantos matou, quantos feriu? Se fosse apenas uma criança já seria muito, tanto que nenhum número esgotaria. Quantos seres humanos tombam de uma forma ou de outra quando um ser humano é abatido? E quantos, por isso, não terão oportunidade de existir?

Começam as perguntas sobre o porquê. Como um ser humano faz algo assim? E corre-se atrás das explicações.

Como um ser humano pode ser capaz de tal atrocidade? É a pergunta que ecoa. Como? Ouço e me pergunto: do que estamos a falar?


Só os seres humanos fazem isso com a sua própria espécie: franco-atiradores; homens-bomba; Treblinka; Auschiwitz; Guantanamo; Sistema Presidenciario Brasileiro; Carandiru; Torres Gêmeas; Revolução Cultural Chinesa; Política Stalinista; Hiroshima;  Nagasaki; Ruanda; Serra Leoa; Kosovo; Incêndio de Ônibus com passageiros ou Fuzilamento de Seres Humanos colocados dentro de um ônibus! E mais quantas guerras e atrocidades poderiam ser enumeradas? Só seres humanos fazem isso!

Só os seres humanos se sentem seguros, apenas, quando podem matar o próximo. Só os seres humanos chamam a isso de paz.

Quantas doenças ou religiões ou ismos teremos de evocar para dar sentido às barbáries humanas?

O que há por detrás de tanta barbárie? Nós: Seres humanos. Nós!

Ao chorar por essas crianças, choramos também por nós, por todos nós indistintamente. Precisamos perceber que nosso grande desafio somos nós mesmos. Perceber que há maldade em nós. Precisamos cuidar melhor de nós. Precisamos de zelo pela dignidade humana; de acesso a saúde em todos os sentidos, desde sempre: de uma escola onde um garoto estranhamente diferente possa ser ajudado enquanto é tempo.

Precisamos que todo o esforço não seja para, meramente, melhorarmos na vida,  mas, para que a vida melhore em nós.

O que me consola é saber que Deus, segundo Jesus de Nazaré, está lutando por nós, o gênero humano. Que tanto luto não mate a esperança.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

As duas pessoas que poderiam condenar a mulher em adultério

João 8:3-11
"Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais."

Os fariseus não estavam preocupados em diminuir os casos de adultério em Israel. Queriam "pegar" Jesus. E, para isso, não tiveram escrúpulo em usar um ser humano, expondo ao público, o que deveria ser tratado, primeiro, em privado.
Observavam Jesus, já há algum tempo, sabiam que ele não ordenaria uma execução.
Esperavam que ele, simplesmente, se negasse a cumprir a lei e, pronto, teriam como acusá-lo de descaso e de desrespeito à lei.
Bom é que se diga que a lei não funcionava assim. E estava faltando o parceiro.
Jesus os surpreendeu!
É como se Jesus tivesse dito: Ok! Quem não tiver pecado digno de morte, que mate a moça.
Sim, porque não seriam constrangidos senão por pecados tão graves quanto o pecado da moça.

Quantas pessoas poderiam condenar essa mulher?
Apenas duas pessoas poderiam condenar essa mulher:
Nenhum dos que pediam a sua condenação estava em condição de condená- la: estavam carregados de seus próprios pecados; foram saindo à medida em que iam sendo levados à consciência de sua carga pessoal.
Uma das pessoas que podiam condená-la era Jesus de Nazaré, ele não tinha carga alguma.
Ele não a condenou. Disse-lhe não a condenava, embora o pudesse, e que fosse embora e não pecasse mais.
A outra pessoa que a podia condenar era ela mesma.
Como?
Não se perdoando.
Disso, inclusive, dependeria o fato de se ela venceria o pecado que a assediava.
Porque se ela não se perdoasse voltaria ao erro só para deixar claro que estava certa sobre si mesma, que não deveria ser perdoada.
Isso não é verbalizado, mas a falta de perdão pessoal cobra o preço da não libertação.
Quem não se perdoa?
Quem acha que não merece ser perdoado.
Qual o equívoco?
Não entender que só merece ser perdoado quem não precisa de perdão. Quando é dito que alguém merece ser perdoado, o que, de fato, está sendo dito, é que ele tinha atenuantes ou razões, isto é, que seu pedido de desculpas deve ser aceito.
Perdão é diferente de aceitar desculpas. Perdão é para quem não tem desculpas, razão ou motivo para apresentar.
Perdão é oferta de Deus, que a gente recebe e distribui, a começar de nós mesmos.

Jesus não a condenou à pena capital, porque, para Jesus, ela havia adulterado, mas não era adúltera.
Classificá-lá como adúltera era dizer que a natureza dela havia sido subtraída, e que não havia mais saída. Aí a pena capital era natural, porque se a natureza não pode mais ser vencida pelo amor de Deus, não há porque manter tais pessoas assim.
Mas Cristo não vê assim!
Quando o Cristo disse à mulher para ir e não pecar mais, estava declarando que ela havia errado, mas que isso não fazia dela um erro.
O Cristo via nela um ser humano que ninguém mais via, talvez nem ela mesma.
O Cristo oferecia-lhe perdão e oportunidade.

A força do Cristo é dispensada aos que aceitam o seu perdão.
Quem é perdoado deve, também, se perdoar para que essa força possa ajudá-lo.
Se a gente não se perdoa, volta, ainda que num caminho inconsciente, à prática do erro, como a dizer que Deus está errado quando nos perdoa, que é o nosso erro e não o amor dele que fala de quem nós somos.
Isso é tentar colocar-se fora da possibilidade do amor de Deus.
E a gente se perdoa num gesto de concordância com Deus.
É algo como: Deus me perdoou no Cristo, logo, esse erro não me define, eu sou o que Deus vê em mim, e é para esse ser humano em Cristo que eu vou.
Deus vê em nós mais do que os nossos erros.
E Deus está sempre certo. Todo ser humano, pela graça, pode começar de novo.
A gente, independente de quantas vezes erra, deve sempre buscar o perdão e retomar a caminhada proposta pelo Cristo.
A gente nunca deve desistir de encontrar o ser humano que Deus vê em nós.



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quarta-feira, 9 de março de 2011

Desejos, Fantasias e Sonhos

“(...) Maus desejos (...) estão sempre lutando dentro de vocês.” Tg 4.1


Temos desejos continuamente maus por causa de nossa maldade (Rm 3.12).

Desejamos o que contraria nossos corpos, nosso papel zoológico, nossos valores, nossa humanidade.

Nossos desejos não dizem a verdade.

Devemos descartar os nossos desejos.

(...) As pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte.” Tg 1.14,15

2


“Jesus e os seus discípulos estavam jantando. O Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a idéia de trair Jesus.” Jo 13.2

O Diabo se aproveita dessa maldade e semeia fantasias.

As fantasias nos imobilizam ou nos levam ao pecado.

Gente fantasiosa fica sempre marcando passo, por fantasiar o que não é.

Gente fantasiosa vive num mundo paralelo e improdutivo.

Gente fantasiosa, quando se movimenta, agride ao próximo.

Gente fantasiosa não vê o outro, vê só o personagem de sua fantasia.

Devemos resistir às fantasias.

A fantasia é a mãe de todos os abusos!

“Portanto, obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês.” Tg 4.7



3


“Certa vez José teve um sonho (...) O Senhor estava com José (...) tudo o que ele fazia o Senhor abençoava.” Gn 37.5; 39.2;23

Deus nos dá sonhos e nos capacita para realizá-los, como fez com José.

Não devemos permitir que as circunstâncias, por piores que sejam, nos roubem os sonhos.

José não fez caso da maldade dos irmãos. (Gn 45.9)

*

Não devemos trocar os sonhos de Deus pelas fantasias do Diabo.

José, se recusou a participar do pecado, da fantasia da mulher de Potifar. (Gn 39.9)

*

Não devemos esmorecer. Mesmo diante das maiores agruras devemos continuar a acreditar em Deus.

José, na prisão injusta, continuava a acreditar em Deus.

Deus, quando fala por sonhos, não engana, dá a interpretação correta. (Gn 40.8)

*

Quem acredita em Deus faz bem tudo o que lhe vem à mão. (Gn 39.23)

Deus, em meio a escravidão, capacitava José para realizar os sonhos que lhe deu.

Deus, por meio da escravidão, ensinou José a administrar o que não era seu, e que devia ser de todos.


Quem se submete a Deus sonha, interpreta sonhos, corrige pesadelos, gera sonhos e implementa os sonhos que gera.

José transformou o pesadelo de Faraó em sonho. (Gn 41.32-36)

Deus, mais que sonhos, dá, aos seus, a capacidade de gerar sonhos nos corações que só conheciam o pesadelo.

Deus, aos seus, dá sonhos que salvam aos demais de seus pesadelos.

Deus, que realiza os sonhos que dá, confere, aos seus, a capacidade de gerar sonhos no coração dos outros.

Deus, aos seus, capacita para implementar os sonhos que, por graça, geraram nos corações dos outros.

“Foi para salvar vidas que Deus me enviou na frente de vocês” Gn 45.5©ariovaldoramos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Lances de Caná (5) Horas

4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Jesus de Nazaré é o Messias, o prometido libertador de Israel e da Humanidade.

Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10 RC)

A exemplo da serpente, por Moisés levantada no deserto, ele, quando levantado, todos atrairia a si. (Jo 3.14; 12.32 RA)

Ele estava no casamento, havia sido convidado, e seu ministério ainda não tinha começado.

O ministério de Jesus era o de demonstrar, na história, o Esvaziamento do Deus Filho, antes da história e pela história.

Jesus demonstraria o Esvaziamento, morrendo a cada movimento, até morrer na cruz.

(Porque, desde a criação, nada foi feito senão por causa, por meio e a partir do Esvaziamento, sem o que nada do que foi feito se fez. Jo 1.3; Cl 1,15-17)

Ainda não havia chegado a hora dele demonstrar a todos que estava a morrer.

O Pai, ainda, não o havia autorizado.

(No ministério, que é participar do morrer de Jesus, para anunciar a sua ressurreição, é preferível ser empurrado pela Trindade do que sair na frente dela. Cl 1.24)

Ainda não havia chegado a hora de Jesus, mas aqueles jovens casadouros só tinham aquela hora. Ah! A finitude e a temporariedade humanas!

Jesus teria, portanto, se desejasse salvar a hora dos jovens e salvar os jovens da hora, que se esvaia em frustração, de fazer um milagre que não provocasse imediata atração a si.

(Um milagre discreto, até onde um milagre o possa ser.)

Deus, no Cristo, vivia a realidade humana.

Deus, que, a qualquer tempo (passado, presente e futuro) pode estabelecer o seu “kairós (sua hora de agir), se viu envolto na sina da humanidade, que, ao invés de estabelecer o seu “kairós,” é surpreendido pelos “kairós” da história, de forma, muitas vezes, opressiva.

A gente gostaria de fazer a hora, mas, na maioria das vezes, é a hora que nos faz – o tempo nos surpreende sempre – até porque não sabemos quanto tempo temos, e quem não sabe quanto tempo tem, tem muito pouco tempo, e, mais, não sabe do tempo que tem, que tempo virá.

Que extraordinária é essa experiência de discernir o tempo! Saber quando é e quando não é a hora.

(O salmo 1 diz que quem tem o seu prazer na lei de Deus e nela medita de dia e de noite, mesmo sem o saber, por mera graça, chega lá.)

E Jesus considerou a hora dos noivos importante o suficiente para agir antes da sua hora.

Que ser extraordinário é esse para quem a hora do outro é tão importante quanto a sua hora?

E Jesus, discretamente, até onde possível, fez o primeiro movimento sacrificial, que indicava que o Filho do Homem, em consonância com o Esvaziamento do Deus Filho, veio ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas, para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3.17).

A gente ora por saber que Deus dá importância à nossa hora.

Quando a hora da história tenta, opressivamente, nos esmagar, fiada em nossa finitude e temporariedade, o Deus Infinito que, no Cristo, sabe de nossa angústia, salva-nos na hora e da hora, e, assim, faz outra hora, não deixa aquela suceder.

Que a gente imite a Trindade e faça muita hora vir a ser para muita gente e para toda a sociedade. Que sejamos agentes de transformação social, de vida, de justiça e de paz.

Porque, se a gente nem sempre sabe a nossa hora, a gente sempre poderá, inspirado no Cristo, socorrer o outro e a sociedade, na luta por outra hora acontecer. ©ariovaldoramos