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quarta-feira, 9 de março de 2011

Desejos, Fantasias e Sonhos

“(...) Maus desejos (...) estão sempre lutando dentro de vocês.” Tg 4.1


Temos desejos continuamente maus por causa de nossa maldade (Rm 3.12).

Desejamos o que contraria nossos corpos, nosso papel zoológico, nossos valores, nossa humanidade.

Nossos desejos não dizem a verdade.

Devemos descartar os nossos desejos.

(...) As pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte.” Tg 1.14,15

2


“Jesus e os seus discípulos estavam jantando. O Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a idéia de trair Jesus.” Jo 13.2

O Diabo se aproveita dessa maldade e semeia fantasias.

As fantasias nos imobilizam ou nos levam ao pecado.

Gente fantasiosa fica sempre marcando passo, por fantasiar o que não é.

Gente fantasiosa vive num mundo paralelo e improdutivo.

Gente fantasiosa, quando se movimenta, agride ao próximo.

Gente fantasiosa não vê o outro, vê só o personagem de sua fantasia.

Devemos resistir às fantasias.

A fantasia é a mãe de todos os abusos!

“Portanto, obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês.” Tg 4.7



3


“Certa vez José teve um sonho (...) O Senhor estava com José (...) tudo o que ele fazia o Senhor abençoava.” Gn 37.5; 39.2;23

Deus nos dá sonhos e nos capacita para realizá-los, como fez com José.

Não devemos permitir que as circunstâncias, por piores que sejam, nos roubem os sonhos.

José não fez caso da maldade dos irmãos. (Gn 45.9)

*

Não devemos trocar os sonhos de Deus pelas fantasias do Diabo.

José, se recusou a participar do pecado, da fantasia da mulher de Potifar. (Gn 39.9)

*

Não devemos esmorecer. Mesmo diante das maiores agruras devemos continuar a acreditar em Deus.

José, na prisão injusta, continuava a acreditar em Deus.

Deus, quando fala por sonhos, não engana, dá a interpretação correta. (Gn 40.8)

*

Quem acredita em Deus faz bem tudo o que lhe vem à mão. (Gn 39.23)

Deus, em meio a escravidão, capacitava José para realizar os sonhos que lhe deu.

Deus, por meio da escravidão, ensinou José a administrar o que não era seu, e que devia ser de todos.


Quem se submete a Deus sonha, interpreta sonhos, corrige pesadelos, gera sonhos e implementa os sonhos que gera.

José transformou o pesadelo de Faraó em sonho. (Gn 41.32-36)

Deus, mais que sonhos, dá, aos seus, a capacidade de gerar sonhos nos corações que só conheciam o pesadelo.

Deus, aos seus, dá sonhos que salvam aos demais de seus pesadelos.

Deus, que realiza os sonhos que dá, confere, aos seus, a capacidade de gerar sonhos no coração dos outros.

Deus, aos seus, capacita para implementar os sonhos que, por graça, geraram nos corações dos outros.

“Foi para salvar vidas que Deus me enviou na frente de vocês” Gn 45.5©ariovaldoramos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Lances de Caná (5) Horas

4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Jesus de Nazaré é o Messias, o prometido libertador de Israel e da Humanidade.

Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10 RC)

A exemplo da serpente, por Moisés levantada no deserto, ele, quando levantado, todos atrairia a si. (Jo 3.14; 12.32 RA)

Ele estava no casamento, havia sido convidado, e seu ministério ainda não tinha começado.

O ministério de Jesus era o de demonstrar, na história, o Esvaziamento do Deus Filho, antes da história e pela história.

Jesus demonstraria o Esvaziamento, morrendo a cada movimento, até morrer na cruz.

(Porque, desde a criação, nada foi feito senão por causa, por meio e a partir do Esvaziamento, sem o que nada do que foi feito se fez. Jo 1.3; Cl 1,15-17)

Ainda não havia chegado a hora dele demonstrar a todos que estava a morrer.

O Pai, ainda, não o havia autorizado.

(No ministério, que é participar do morrer de Jesus, para anunciar a sua ressurreição, é preferível ser empurrado pela Trindade do que sair na frente dela. Cl 1.24)

Ainda não havia chegado a hora de Jesus, mas aqueles jovens casadouros só tinham aquela hora. Ah! A finitude e a temporariedade humanas!

Jesus teria, portanto, se desejasse salvar a hora dos jovens e salvar os jovens da hora, que se esvaia em frustração, de fazer um milagre que não provocasse imediata atração a si.

(Um milagre discreto, até onde um milagre o possa ser.)

Deus, no Cristo, vivia a realidade humana.

Deus, que, a qualquer tempo (passado, presente e futuro) pode estabelecer o seu “kairós (sua hora de agir), se viu envolto na sina da humanidade, que, ao invés de estabelecer o seu “kairós,” é surpreendido pelos “kairós” da história, de forma, muitas vezes, opressiva.

A gente gostaria de fazer a hora, mas, na maioria das vezes, é a hora que nos faz – o tempo nos surpreende sempre – até porque não sabemos quanto tempo temos, e quem não sabe quanto tempo tem, tem muito pouco tempo, e, mais, não sabe do tempo que tem, que tempo virá.

Que extraordinária é essa experiência de discernir o tempo! Saber quando é e quando não é a hora.

(O salmo 1 diz que quem tem o seu prazer na lei de Deus e nela medita de dia e de noite, mesmo sem o saber, por mera graça, chega lá.)

E Jesus considerou a hora dos noivos importante o suficiente para agir antes da sua hora.

Que ser extraordinário é esse para quem a hora do outro é tão importante quanto a sua hora?

E Jesus, discretamente, até onde possível, fez o primeiro movimento sacrificial, que indicava que o Filho do Homem, em consonância com o Esvaziamento do Deus Filho, veio ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas, para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3.17).

A gente ora por saber que Deus dá importância à nossa hora.

Quando a hora da história tenta, opressivamente, nos esmagar, fiada em nossa finitude e temporariedade, o Deus Infinito que, no Cristo, sabe de nossa angústia, salva-nos na hora e da hora, e, assim, faz outra hora, não deixa aquela suceder.

Que a gente imite a Trindade e faça muita hora vir a ser para muita gente e para toda a sociedade. Que sejamos agentes de transformação social, de vida, de justiça e de paz.

Porque, se a gente nem sempre sabe a nossa hora, a gente sempre poderá, inspirado no Cristo, socorrer o outro e a sociedade, na luta por outra hora acontecer. ©ariovaldoramos

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Atravessando o sofrimento.

Sofrimento é o intervalo possível e inevitável entre a aniquilação merecida e a redenção graciosa.

Tudo o que existe, existe em Deus (At 17.28), quando rompemos com Deus perdemos o local da existência.

Nós deveríamos ter deixado de existir. Deus, porém, não o permitiu, manteve-nos.

Para isso arcou com o custo que a justiça impunha: esvaziou-se no Deus Filho. E foi o primeiro movimento da história da redenção, antes da criação de qualquer criatura. (1Pe 1.18-20)

O esvaziamento é a morte de um Deus: não perde a sua natureza, mas abre mão de suas prerrogativas divinas. (Fil 2.5-8)

A cruz, na história humana, é a manifestação, possível, desse esvaziamento que, satisfazendo o princípio da justiça, permitiu que a Trindade atuasse por graça.

O cumprimento do principio de justiça não poderia ser relativizado, sob pena de perda de credibilidade por parte de Deus. (Ez 18.20)

Todo mau uso da liberdade impõe uma consequência. Para que a criação não desaparecesse o Deus Filho se esvaziou.

Quando, ao romper com Deus, não fomos aniquilados, nos tornamos malvados, porque ao dizer não a Deus, dissemos não a tudo o que Deus disse de nós: que seríamos sua imagem e semelhança. O mal que, antes, só podia ser pensado como tese, agora tinha manifestação histórica.

Se a maldade, porém, se tornasse o tom determinante de nossa história, nossa sobrevivência estaria ameaçada da mesma forma, há um limite para a expansão do mal (Gn 6.5-7; 15.16).

Deus, então, por graça, empresta as suas qualidades a nós, o que garante sobrevida com qualidade mínima, para que possamos sobreviver na nova história, enquanto Deus faz o que tem de ser feito para salvar a nossa história e a nós, nela. (At 14.17)

E nos tornamos paradoxos (Rm 7), carregamos o bem e o mal em nós. E o paradoxo é estado de sofrimento.

Os opostos deveriam se aniquilar, mas, a graça divina não o permite.

O esvaziamento do Deus Filho, num primeiro momento, pela deflagração da graça, permitiu o desaceleramento do caos, estabelecendo o paradoxo em toda a criação. E o paradoxo é estado de sofrimento.

Deus, aliás, criou um mundo pronto para o paradoxo, onde convivem o bem e o mal, o dia e a noite, a vida e a morte. Um mundo cuja estabilidade está, portanto, na ação graciosa da Trindade. (Hb 1.3)

Deus criou um mundo temporário para o intervalo do sofrimento, que é, por definição, temporário.

Um mundo temporário, porque o mundo definitivo só tem bem, vida, luz e bem-aventurança. (Ap 21.1; 22.1-5)

Deus, de várias formas falou pelos pais e pelos profetas e, finalmente, pelo Filho, ensinando-nos a conviver nesse e com esse intervalo, de modo a torná-lo menos insuportável. A chave é o amor como moto de tudo e para todos os atos.

A graça, com que Deus socorre a todas as criaturas, desacelera a volta para o caos, para onde tudo teria de ir imediatamente após a ruptura humana. O aniquilamento dá lugar ao sofrimento, resultado da ação restauradora dessa graça, que estabelece o paradoxo pela infusão de vida num ambiente que deveria ser só morte, se a morte pudesse ser, e que, também, torna possível passar por esse intervalo: o sofrimento.

O esvaziamento do Deus Filho, que, num primeiro momento, permitiu o desaceleramento do caos, tornou o caos uma impossibilidade.

Na ressurreição, o Filho do Homem teve comprovada a eficácia do esvaziamento do Deus Filho. A ressurreição é a comprovação da vitória sobre o aniquilamento e o caos. (1 Co 15.54,55)

Na ascensão o Filho de Deus retomou (o que nunca perdera na essência) sua condição de Deus Filho. (Jo 17.4,5)

Tudo estava consumado e o fim da história é a Vida!

É nessa certeza que atravessamos o intervalo, que é estado inevitável de sofrimento; inevitável, mas, administrável, e que pode ter a intensidade diminuída pelo amor. Portanto, amar é nosso desafio e missão. ©ariovaldoramos



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Lances de Caná (4) - A Intercessão

E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.Jo 2.3,4

Oração intercessória foi o que Maria fez.

Oração de quem se interessa e de quem acredita na possibilidade da mudança.

Maria se interessava pela sorte do casal e sabia que Jesus podia fazer algo, provavelmente já havia visto algo nessa direção.

A intercessão depende de dois componentes: do amor que se importa com o outro e da fé que acredita no Deus do impossível; não só que Ele o pode, mas que ele quer abençoar.

Vivemos num mundo individualista e por demais explicado. É preciso recuperar o amor que se importa com a angústia do outro, mesmo que seja uma angústia que pareça superficial, como o termino do estoque de vinho ruim de uma festa pobre. Por que a intensidade da dor, só a sabe quem a sente.

Maria viu a dor além das aparências, a dor do vexame, da impotência, da angústia de quem parece ser vencido pela história, que privilegia os que podem e deserda os destituídos do poder. E do outro lado, viu o libertador, aquele que pode trazer a eqüidade.

Precisamos reaprender a crer naquele que pode realinhar a humanidade e as moléculas.

A intercessão, também, nos realinha, Maria esperava por algo que Jesus ainda não podia dar: reconhecimento. Se ele fizesse um milagre estonteante, ficaria comprovada a sua origem especial, mas Jesus tinha senso de missão e de reverência ao seu Pai. E Maria voltou para a intercessão pura e simples.

Quando a gente ora pelo outro, Deus cura a gente. Como mudou a sorte de Jó, enquanto este orava por seus amigos (Jó 42.10).©ariovaldoramos