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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

(Des) Mobilidade ou Feliz Natal!

Houve tempo em que os seres humanos se comunicavam pelo som dos tambores e por sinais de fumaça, e havia que se contar com a contribuição do meio ambiente e com um sem número de imponderáveis para que as mensagens fossem recebidas.

Hoje todos são encontrados a qualquer hora e em qualquer lugar. E, mais, tudo está à mão, de tal maneira que um ser humano pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. Transmissões “on time” ou em “real time”, todos “on line”. Tudo “on” em todo o tempo.

“Facebook”; “twitter”; “orkut”; “buzz”; “ios4”; “android”; “google”; “yahoo” e assemelhados por todo o mundo: todos disputam a preferência humana e, cada vez mais, com cada vez menos aparelhos, muito mais tarefas são deflagradas, monitoradas, concretizadas. E vem muito mais por aí, mais “gadgets” e maior mobilidade.

Cada vez mais falamos com e através de máquinas, e já tem gente prometendo, para 2045, robôs que decidem por si; mas, infelizmente, essa explosão de relações não é tão verdade quanto ao relacionamento entre humanos.

As pessoas estão cada vez mais distantes entre si, os relacionamentos estão desmoronando, os casamentos não resistem à menor crise, o individualismo ganha proporção geométrica, embora, a privacidade esteja se tornando impossível: como demonstrou o site “wikileaks”, nem os sistemas mais seguros conseguem garantir o privado.

É a época do paradoxo: sem privacidade, mas, com cada vez menos amizade!

Aliás, as personalidades públicas parecem já ter se dado conta de que a privacidade se perdeu, e, então, via “reality shows”, tentam controlar o nível de exposição pessoal.

Em meio a tudo isso é Natal! Data em que se comemora o maior ato relacional de todos os tempos: Deus se fez homem para que os homens pudessem entendê-lo. Em que, também, se comemora, a maior perda de mobilidade em todos os tempos, Deus, que tudo pode, passou a poder apenas no nível do humano, ainda que repleto de fé; Deus que em todos os lugares está, passou a estar, limitado pela física, num só lugar de cada vez. Tudo para se relacionar.

Nesse tempo em que nos comunicamos cada vez mais, para nos relacionarmos cada vez menos, é tempo de pensar no Personagem máximo do Natal, e de lembrar a importância que uma vez foi dada ao relacionamento com e entre os seres humanos.

É Natal para que “twits”, “e-mails” e SMS, não deletem apertos de mão, abraços e beijos. Feliz Natal!©ariovaldoramos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nessa luta

E não nos deixe entrar em tentação, mas livra-nos do mal.  Mt 6.13

Houve uma rebelião no Universo.

Um anjo se rebelou e, por meio de sedução, arrastou-nos consigo para a rebelião.

Nós somos os que voltaram da rebelião.

Graças ao Filho e ao Espírito, rompemos com o rebelde, e fomos perdoados e recebidos pelo Pai.

O rebelde, a toda hora, tenta nos levar de volta para a rebelião.

Não temos, em nós, forças para resistir; mas temos graça para decidir não ir.

Nessa decisão rogamos pela força do Pai.

E o Pai nos atende, e o maligno fica sem espaço em nós para a sua rebelião.

O Cristo disse que o maligno nada tinha em si.

Pela força do Pai, nós, também, somos tornados gente em quem o mal não tem espaço.

É uma luta diária!
©ariovaldoramos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Vento

O Vento é ateu: disse o poeta!
Mas o Vento pode até ser Deus!
Ou vira gente para os seus...
Ele é quem inspira o profeta!

E o tal Vento que sopra chocando,
Qual galinha materna, poedeira?
E há, também, o Vento que peneira,
A vida humana purificando...

Tem hora em que o vento é brisa!
E ora Ele é impetuoso!
Ou insiste em nós, qual Prometeu!

Tem hora em que o Vento desliza...
E ora, amante, se ri jocoso!
Mas o Vento... Jamais será ateu!

Nessa comunhão

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; Mt 6.12

O Universo é sustentado pelo perdão de Deus.

Quando Deus decidiu nos criar,  soube de nossa necessidade de perdão.

Então, perdoar foi o primeiro ato divino.

Porque perdoou se sacrificou, porque se sacrificou, criou.

Então, fazemos pelo outro o que Deus fez por nós.

E é só por imitá-lo que ousamos pedir que Ele continue a nos perdoar.

De modo que o perdão, que sustenta o Universo, sustenta, também, os nossos relacionamentos.

Porque, se é verdade que um relacionamento deve nascer do amor é pelo perdão que se mantém.

É nessa comunhão do perdão que vivemos e convivemos.