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domingo, 18 de julho de 2010

Uma ovelha fala da vida no rebanho

O nosso dono é o meu pastor, ele não terceirizou o nosso apascentamento, ele mesmo cuida de tudo e eu não preciso de mais nada.

O movimento de nosso pastor é me levar a descansar. Ele nos coloca num pasto estourando de verde, e eu como daquela abundância! Mas, miraculosamente, contrário ao que me seria natural, ao invés de comer, vorazmente, até consumir a própria raiz da relva toda, eu como a me saciar e deito-me em completo descanso. Nosso pastor me faz compreender que não preciso me desesperar, sempre haverá alimento para nós.

Aí, ele nos leva para tomar água, e como eu sou estabanada, e qualquer movimento me leva a perder o equilíbrio, ele me leva a um lugar especial: não é água parada, então, não corro o risco de contrair nenhuma enfermidade; e, também, não são águas corredeiras, então, não corro o risco de ser arrastada pela correnteza; são águas tranqüilas, e, nesse estado de descanso, me dessedento tranquilamente, sabendo que não serei atacada enquanto me inclino para beber, porque o nosso pastor cuida de mim.

Eu vou com o nosso pastor por qualquer caminho. Eu me deixo conduzir! Não saio do estado de descanso, porque o nosso pastor escolhe sempre o melhor caminho... É uma questão de honra para ele!

Mesmo quando eu não consigo ver um palmo a frente do nariz, quando o caminho está coberto por uma sombra que parece cobrir qualquer luz, e percebo que a própria morte me espreita, e que é um caminho estreito, escorregadio, perigoso, que basta resvalar uma das patas para precipitar-me desfiladeiro abaixo... Eu não tenho medo! O nosso pastor está comigo e me protege: ele tem como, eficazmente, me puxar, se eu ameaçar cair; e eu sei que ele, pronta e precisamente, tocará na pata que estiver a ponto de escorregar e terei como endireitar o meu passo. Isso me consola em meio a essa escuridão, e permaneço em estado de descanso.

E quando lobos, leões, ladrões e mercenários se aproximam... Prontos para o ataque! O nosso pastor, ao invés de sair afugentando-os, prepara um banquete para mim, e continuo a desfrutar do descanso, da paz e de alegria, como de um copo a transbordar! Fica claro, para mim, que os meus inimigos não têm como me alcançar. O nosso pastor é uma barreira intransponível!

Eu quero ficar para sempre nesse rebanho! Aqui eu desfruto da bondade e da misericórdia do nosso dono e pastor. E o nosso pastor me garante que ficarei sempre aqui, com ele, desfrutando desse descanso promovido por sua bondade e misericórdia. Ele nunca vai embora... Ele mora conosco... Melhor! Ele mora em nós e nós nele! Nós somos a casa dele, e ele a casa da gente!

P.S. Talvez você me pergunte: Como é isso? Você fala de ser pastoreado por um pastor único e incomparável, e fala na primeira pessoa do singular, quando sabemos que um pastor apascenta rebanho e não, individualmente, a cada ovelha. Eu respondo: certa vez uma ovelha doutro rebanho qualquer, a observar como o nosso rebanho se movia em bloco, aproximou-se e me questionou sobre como a gente o conseguia. Eu lhe disse que era por causa de nosso pastor, nós o ouvíamos e o obedecíamos. Ela retrucou: Mas eu não consigo ver o seu pastor! E eu expliquei: é que o nosso pastor mora em nós! Nós estamos em rebanho, e o sabemos, mas, como ele mora em nós, embora ele fale a todas, cada uma de nós o ouve como se ele estivesse falando a cada uma de nós, de modo exclusivo. E sabe de uma coisa? Ele o está! De jeito inclusivo ele está falando de forma exclusiva a cada uma de nós. O nosso pastor é assim: nos mantém em unidade enquanto sustenta, em cada uma de nós, a particular identidade!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Futuro do Pretérito

Foi tarde e manhã: primeiro dia!
É Deus no sentido antiorário!
É Deus me dizendo: é o contrário!
Seu socorro já veio. Você não via?

É.. Jesus nos disse que a luz viaja:
Sai do oriente pro ocidente.
Para o que aparece pra gente...
do passado que a gente diz haja!

Se a luz viajou, tudo é passado...
e tudo o que se vê, já foi visto
antes. Einstein tem o seu mérito!

E Deus sabe tudo, pois foi vistado
E se foi! Como nos disse o Cristo!
Só virá o futuro do pretérito!




quinta-feira, 27 de maio de 2010

Igreja

Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa, 

Onde é adorado pelo que é e não pelo que pode, 

Onde é obedecido de coração e não por constrangimento, 

Onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro, 

Onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro, 

Onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho, 

Onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação.

Onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo, 

Onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo, 

Onde todos andam abraçados, 

Onde a dor de um é a dor de todos, 

Onde ninguém está só, 

Onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo, 

Onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhes foram confiados, 

Onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados. 

Onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria, 

Onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades. 

Enfim, a comunidade do reino de Deus, 

Onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,

Onde a cidade encontra paradigmas.

Onde o livro texto é a Bíblia.

domingo, 23 de maio de 2010

A busca por um nome


Ariovaldo Ramos

Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade. Pv 16.32


Contra o que lutamos? Contra nós mesmos.

Daí, melhor a paciência para com o outro:

O que precisamos conquistar? A nós mesmos.

Daí, melhor dominar o próprio espírito!

Quando a gente se conquista, a gente muda;

Quando a gente muda, uma parte do mundo muda com a gente.


Para isso contamos com o Espírito Santo!


Há os sinalizadores e os voluntariosos:

Os sinalizadores esperam pelo outro e apontam caminhos.

Eles se conquistaram porque sabem do jeito de viver.

Deus existe: há um jeito certo de viver.

Os voluntariosos só têm tempo para si, para a sua vontade.

Até podem vencer guerras, mas não a principal: a guerra consigo mesmo.


Há dois Enoques na Bíblia:

Um herdou uma cidade que lhe era homônima.

A gente não sabe quanto ele viveu.

É que só é contado o dia vivido diante de Deus!

Sua família, para não mais voltar, saiu da presença de Deus,

Sua família quase levou o mundo à destruição.

O outro era da família que invocava a Deus…

Sabemos quanto tempo e como este viveu.

Ele e toda a sua família:

Ele andava com Deus! E tanto... Que Deus o tomou para si!

O primeiro dominava uma cidade, o segundo se dominava.


Quem se domina faz um nome para si.

Nome: todos recebem um.

Alguns pensam que o nome o fará, e mudam de nome para mudar.

Nome é a gente que faz, com a vida que vive.

Um dia, porém, Deus mudará o nome de todos os que foram tornados seus.

Receberemos o nome que, em nós e conosco, o Espírito Santo construiu.

Será um salto existencial aos que souberam da importância do nome.

Aos que souberam da importância de ser.

É o nome fruto do Espírito!

Nome: cada um terá o seu!


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