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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fraseando

Deus é tão bom, que, a cada dia, me exercito em perceber os seus milagres, em tudo e em todos.

Na ressurreição do Cristo comemoramos o dia em que a humanidade venceu. A partir do que, tudo é, apenas, uma questão de tempo!

Deus se realiza em nos fazer gente feliz!

Ser cristão é subir uma escada rolante: não é você que sobe a escada, é a escada que sobe você.

A divisa da Igreja: cada cristão como o Cristo; cada comunidade local como a Trindade; cada pessoa tendo a oportunidade de entrar no Reino; a sociedade humana como o Reino; e o planeta como o Jardim.

O segredo do cristão não é nunca pecar, mas sempre se arrepender.

Santidade é dedicação exclusiva à Trindade.

A vitória do cristao, não é não passar pelo sofrimento, é não ser derrotado por ele.

Sofrer é um verbo que o cristao não precisa conjugar.

Dar, a Deus, graças, em tudo, é colocar a vida nos braços do Pai.

De arrependimento em arrependimento somos, pelo Espírito, transformados à imagem do Cristo: a glória de Deus!

Somos filhos do Deus que sempre quis ser o nosso Pai.

Estar em Cristo, desde antes da fundacao do mundo, é ter certeza de que a sua existencia não foi um acidente... Alguém queria você.

A cada vez que, em nossa forma de viver, atendemos ao Cristo, a exemplo dos garcons do casamento em Caná, nos tornamos agentes de milagres.

Nem sempre entendemos o que o Cristo nos pede, mas sabemos que redundará em algum milagre para o bem de muitos.

Ter ao Cristo, como o principal convidado em nossa vida, é saber que tudo pode recomecar, não importa o que aconteca.

Todos estamos sob a lei da impossibilidade, quando tudo, o que possa ser feito, escapa ao nosso controle. Só o milagre vence essa lei. O cristao vive na esperanca do milagre... Sempre.

Vida cristã é andar sobre as águas, logo, só pode ser vivida no poder do Espírito.

Renovar o entendimento é saber que o que se sabia sobre ser sustentado pelas aguas mudou, desde que Cristo andou sobre elas.

A glória de Deus é ter misericórdia de quem quiser, logo, a glória de Deus passa por nós.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Evangelista2

O Evangelista começou: Hoje vim falar-lhe sobre a sua consciência. Esse gatilho moral e ético que ora o aprova, ora o adverte.

Paulo de Tarso, disse aos romanos, no segundo capítulo de sua carta, que todos exercitam a sua consciência quando julgam a algo ou a alguém, mas, nem sempre a ouvem. Não se dando conta de que o mesmo juízo está em curso, e que prenuncia o juízo de Deus.

A consciência é resultado da graça divina, é, portanto, um favor que Deus nos concedeu. E concedeu para nos levar a mudar de vida. A cada vez que a consciência nos incomoda é Deus chamando a nossa atenção para a necessidade de mudar de vida.

A gente só tem consciência por que Jesus Cristo providenciou as condições para tanto. Preste atenção à sua consciência, reconheça que está errado, e que o seu erro tem a ver muito mais com os processos que acontecem em você, do que com o mero ato.

Se você reconhece que a sua consciência denúncia que falta algo em você, que lhe permita viver segundo a sua consciência o conclama a viver, saiba que o ato de Jesus, que tornou possível a existência de consciência, garantiu perdão a você, por parte de Deus. Ele o perdoou por ser desse jeito.

Aceite que precisava ser perdoado. Aceite o perdão.

O que lhe está faltando é ser controlado por Jesus, o que acontece quando o Espírito de Jesus vem morar na gente e assume o controle da nossa vida. O Espírito de Jesus lhe dará poder sobre si mesmo.

Baseado no que Jesus fez, e que liberou-nos de nossas culpas, peça ao Pai que lhe dê o Espírito de Jesus. Jesus disse que o Pai nos dará o Espírito, se lho pedirmos, porque o Pai é bom.

Os que reconhecem que precisam do Espírito de Jesus, venham aqui, eu quero orar com vocês, na perspectiva do atendimento por parte de Jesus e veremos o que há de suceder-lhe a partir dessa oração.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Família

E aí... Esperando o Messias? Perguntou o Samaritano.

Claro! Respondeu o Sacerdote.

Então, vem aí o Messias para por Israel sobre tudo e sobre todos? Provocou o Samaritano.

A maioria pensa assim, meu amigo, mas estou chegando a outra conclusão. Disse o Sacerdote

Opa! Você saiu da caixa, mesmo! Instigou o Samaritano.

Exato! Eu estou retomando a questão da Imagem de Deus. Disse o Sacerdote.

Ah sei! A Thorah*1 ensina que fomos feito à Imagem e Semelhança de Deus. Inclusive, parece que isso tem a ver com o fato de que: como Deus, somos seres racionais e cônscios de nós e do outro, assim como moralmente responsáveis, por causa da permissão que temos para decidir sem restrição. Por isso Deus nos julga e julgará. Emendou o Samaritano.

Eu também pensava assim, mas estou mudando de ideia. Disse o Sacerdote.


Como? Você acha que tem mais do que isso? Questionou o Samaritano.

Veja! Essas qualidades, que você alistou, os anjos também têm. Também são racionais, basta acompanhar os diálogos angélicos encontrados no texto sagrado, também têm consciência de si e do outro e há anjos do mal, o que implica em que houve algum tipo de julgamento, porque perderam o seu estado natural. E, se houve julgamento, são, também, seres moralmente responsáveis! Acrescentou o Sacerdote.

Então, a gente tem de ter algo que eles não têm. Afirmou o Samaritano.

Exato! Você sabe dos dois conceitos que há, na língua hebraica, que, embora traduzidos por um, único, ou unidade, em outras línguas, no hebraico têm diferença entre si? Perguntou o Sacerdote.

Sim, conheço, as palavras “echad” e “yachid”. A gente usa “yachid” quando quer falar de peça única, como em uma pedra, e usa “echad” quando quer falar de unidade necessariamente acompanhada de outras, como em um cacho de uvas, por exemplo. Completou o Samaritano.

Pois, você já notou que quando Moisés fala que Deus é único, no chamado à adoracao no Deuteronomio 6.4, ele usa a palavra “echad”? E que, quando fala, no Genêsis 1.24, que Deus disse que o homem deve deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, e que, quando isso acontece, se tornam uma só carne, também usa a palavra “echad” para designar o efeito da comunhão entre homem e mulher? Perguntou o Sacerdote, denotando emoção.

Rapaz! Isso é de impressionar! Você está a dizer que é na constituição da família que nos tornamos imagem de Deus? Diz o Samaritano.

Não ao nos constituirmos família, mas, no fato de sermos família. A gente não pode esquecer que Moisés nos ensinou que somos uma família, nós, todos os seres humanos, de todas as nações, viemos de um único casal: somos uma só família. Estou dizendo que somos imagem e semelhança de Deus, porque somos uma só família. E, cada um de nós, o é, porque nasceu nessa família, dessa família e para viver por essa e nessa família. Completou o Sacerdote.


Sim, pode até ser, mas isso se perdeu! Veja o nosso caso, somos de nações irreconciliáveis! Aliás, nem na família a gente vê isso! Anotou o Samaritano.


Pois é! Isso que eu penso que o Messias fará: conciliará todas os seres humanos e todas as nações, fazendo ressurgir a família humana, assim a imagem e semelhança de Deus reaparecerá! Exclamou o Sacerdote.


Lindo! E isso é muito mais do que restaurar a Israel! Todos seremos contemplados! Mas, você, ao dizer isso, não está dizendo que Deus, também, é uma família? Inquiriu o Samaritano.


É. Ou, no mínimo, unidade acompanhada, necessariamente, de outra ou outras. Eu percebo que Moisés insistiu em falar de Deus no plural. Assim como insistiu em dizer que nós, humanos, somos uma só criacao, porque Deus só manipulou o barro uma vez, e só soprou uma vez, e que Adão, disse ele no Genesis 5.1 e 2, era o nome do casal e não do macho, de modo que, quando Deus passeava no jardim, e chamava por Adão, o casal se apresentava a Ele. Disse o Sacerdote.


Você está a dizer que Deus é uma família? Insistiu o Samaritano.


Bem... Acho que ainda não consigo dizer isso, mas estou profundamente incomodado com essa possibilidade*2. Replicou o sacerdote.


Bom, meu amigo, você já me deu muito para pensar; a gente se vê. E saiu o Samaritano.


*1 A Lei de Moisés - N.A.


*2 Nós, cristãos, cremos que Deus é uma família: Pai, Filho e Espírito Santo (Um Deus e Três Pessoas) - N.A.

sábado, 27 de março de 2010

Um Reino de Amigos

Quatro amigos levaram um paralítico a Jesus, em Cafarnaum.

Que bom que esse homem tinha amigos.

Que bom que eram amigos atentos a qualquer oportunidade de ajudá-lo.

Eram amigos parteiros, que acreditam na possibilidade e provocam-na.

Que bom que eram dos tais que não desistem diante dos obstáculos.

O coração duro dos que já estavam na casa lotada, e que não se abalaram do seu conforto, para que alguém mais necessitado fosse aproximado de Jesus, parecia um obstáculo intransponível.

Que bom que, para esses amigos, uma pedra, no meio do caminho, não era o fim do caminho.

Que bom que sabiam que os dons que recebemos são para o bem do outro, e, imediatamente, se puseram em busca de saída, abriram um buraco em casa alheia.

Que bom que, para eles, o ser humano vale mais do que qualquer patrimônio.

E interromperam o pregador.

Que bom que, para Jesus, atender ao ser humano é mais importante do que terminar o sermão.

E Jesus viu-lhes a fé.

Que bom que Jesus atenta para a fé. E foi a fé dos amigos.

E Jesus perdoou-lhe os pecados.

Que bom que os amigos levaram o seu companheiro a Jesus.

Que bom que Jesus sabe do que a pessoa precisa.

Nem toda doença é fruto do pecado, mas todo pecado adoece o pecador, duma ou doutra forma.

Aquele homem para voltar a andar precisava ser perdoado.

A falta de perdão, sempre, dalguma forma, faz o que precisa de perdão estagnar.

Tem gente que diz perdoar, mas mantém o outro em estado de dívida, não o libera para andar.

Que bom que o perdão de Jesus nos libera para andar, Jesus perdoa e esquece.

Como é bom, quando a gente não tem mais fé, ter quem creia por nós.

Como é bom, quando a gente não consegue mais andar, ter quem nos carregue.

Hans Bürky disse que o Reino de Deus é um reino de amigos.

Foi isso que Jesus veio inaugurar: um reino de amigos. Que a Igreja seja assim!