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quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Família

E aí... Esperando o Messias? Perguntou o Samaritano.

Claro! Respondeu o Sacerdote.

Então, vem aí o Messias para por Israel sobre tudo e sobre todos? Provocou o Samaritano.

A maioria pensa assim, meu amigo, mas estou chegando a outra conclusão. Disse o Sacerdote

Opa! Você saiu da caixa, mesmo! Instigou o Samaritano.

Exato! Eu estou retomando a questão da Imagem de Deus. Disse o Sacerdote.

Ah sei! A Thorah*1 ensina que fomos feito à Imagem e Semelhança de Deus. Inclusive, parece que isso tem a ver com o fato de que: como Deus, somos seres racionais e cônscios de nós e do outro, assim como moralmente responsáveis, por causa da permissão que temos para decidir sem restrição. Por isso Deus nos julga e julgará. Emendou o Samaritano.

Eu também pensava assim, mas estou mudando de ideia. Disse o Sacerdote.


Como? Você acha que tem mais do que isso? Questionou o Samaritano.

Veja! Essas qualidades, que você alistou, os anjos também têm. Também são racionais, basta acompanhar os diálogos angélicos encontrados no texto sagrado, também têm consciência de si e do outro e há anjos do mal, o que implica em que houve algum tipo de julgamento, porque perderam o seu estado natural. E, se houve julgamento, são, também, seres moralmente responsáveis! Acrescentou o Sacerdote.

Então, a gente tem de ter algo que eles não têm. Afirmou o Samaritano.

Exato! Você sabe dos dois conceitos que há, na língua hebraica, que, embora traduzidos por um, único, ou unidade, em outras línguas, no hebraico têm diferença entre si? Perguntou o Sacerdote.

Sim, conheço, as palavras “echad” e “yachid”. A gente usa “yachid” quando quer falar de peça única, como em uma pedra, e usa “echad” quando quer falar de unidade necessariamente acompanhada de outras, como em um cacho de uvas, por exemplo. Completou o Samaritano.

Pois, você já notou que quando Moisés fala que Deus é único, no chamado à adoracao no Deuteronomio 6.4, ele usa a palavra “echad”? E que, quando fala, no Genêsis 1.24, que Deus disse que o homem deve deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, e que, quando isso acontece, se tornam uma só carne, também usa a palavra “echad” para designar o efeito da comunhão entre homem e mulher? Perguntou o Sacerdote, denotando emoção.

Rapaz! Isso é de impressionar! Você está a dizer que é na constituição da família que nos tornamos imagem de Deus? Diz o Samaritano.

Não ao nos constituirmos família, mas, no fato de sermos família. A gente não pode esquecer que Moisés nos ensinou que somos uma família, nós, todos os seres humanos, de todas as nações, viemos de um único casal: somos uma só família. Estou dizendo que somos imagem e semelhança de Deus, porque somos uma só família. E, cada um de nós, o é, porque nasceu nessa família, dessa família e para viver por essa e nessa família. Completou o Sacerdote.


Sim, pode até ser, mas isso se perdeu! Veja o nosso caso, somos de nações irreconciliáveis! Aliás, nem na família a gente vê isso! Anotou o Samaritano.


Pois é! Isso que eu penso que o Messias fará: conciliará todas os seres humanos e todas as nações, fazendo ressurgir a família humana, assim a imagem e semelhança de Deus reaparecerá! Exclamou o Sacerdote.


Lindo! E isso é muito mais do que restaurar a Israel! Todos seremos contemplados! Mas, você, ao dizer isso, não está dizendo que Deus, também, é uma família? Inquiriu o Samaritano.


É. Ou, no mínimo, unidade acompanhada, necessariamente, de outra ou outras. Eu percebo que Moisés insistiu em falar de Deus no plural. Assim como insistiu em dizer que nós, humanos, somos uma só criacao, porque Deus só manipulou o barro uma vez, e só soprou uma vez, e que Adão, disse ele no Genesis 5.1 e 2, era o nome do casal e não do macho, de modo que, quando Deus passeava no jardim, e chamava por Adão, o casal se apresentava a Ele. Disse o Sacerdote.


Você está a dizer que Deus é uma família? Insistiu o Samaritano.


Bem... Acho que ainda não consigo dizer isso, mas estou profundamente incomodado com essa possibilidade*2. Replicou o sacerdote.


Bom, meu amigo, você já me deu muito para pensar; a gente se vê. E saiu o Samaritano.


*1 A Lei de Moisés - N.A.


*2 Nós, cristãos, cremos que Deus é uma família: Pai, Filho e Espírito Santo (Um Deus e Três Pessoas) - N.A.

sábado, 27 de março de 2010

Um Reino de Amigos

Quatro amigos levaram um paralítico a Jesus, em Cafarnaum.

Que bom que esse homem tinha amigos.

Que bom que eram amigos atentos a qualquer oportunidade de ajudá-lo.

Eram amigos parteiros, que acreditam na possibilidade e provocam-na.

Que bom que eram dos tais que não desistem diante dos obstáculos.

O coração duro dos que já estavam na casa lotada, e que não se abalaram do seu conforto, para que alguém mais necessitado fosse aproximado de Jesus, parecia um obstáculo intransponível.

Que bom que, para esses amigos, uma pedra, no meio do caminho, não era o fim do caminho.

Que bom que sabiam que os dons que recebemos são para o bem do outro, e, imediatamente, se puseram em busca de saída, abriram um buraco em casa alheia.

Que bom que, para eles, o ser humano vale mais do que qualquer patrimônio.

E interromperam o pregador.

Que bom que, para Jesus, atender ao ser humano é mais importante do que terminar o sermão.

E Jesus viu-lhes a fé.

Que bom que Jesus atenta para a fé. E foi a fé dos amigos.

E Jesus perdoou-lhe os pecados.

Que bom que os amigos levaram o seu companheiro a Jesus.

Que bom que Jesus sabe do que a pessoa precisa.

Nem toda doença é fruto do pecado, mas todo pecado adoece o pecador, duma ou doutra forma.

Aquele homem para voltar a andar precisava ser perdoado.

A falta de perdão, sempre, dalguma forma, faz o que precisa de perdão estagnar.

Tem gente que diz perdoar, mas mantém o outro em estado de dívida, não o libera para andar.

Que bom que o perdão de Jesus nos libera para andar, Jesus perdoa e esquece.

Como é bom, quando a gente não tem mais fé, ter quem creia por nós.

Como é bom, quando a gente não consegue mais andar, ter quem nos carregue.

Hans Bürky disse que o Reino de Deus é um reino de amigos.

Foi isso que Jesus veio inaugurar: um reino de amigos. Que a Igreja seja assim!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Caná

Houve um casamento em Caná, Jesus estava lá: Festa!

Jesus combina com festa: ele veio para instalar a festa em nossas vidas.

O vinho acabou: festa em perigo!

A mãe de Jesus viu a oportunidade de todos saberem que ele era especial. Que ela não passara em vão pelo sofrimento.

Mas ainda não era a hora de Jesus se manifestar.

E todos os que se envolvem com Deus, pagam um preço. Maria tinha de saber.

Maria sabia que ele podia ir mais longe... sem detrimento da lei. E disse para os garçons fazerem tudoo que ele dissesse.

Maria fora protegida por José, e era bem quista pela comunidade.

Ele mandou que enchessem as talhas de água, cerca de 920 litros, e eles o fizeram.

Eles não compreendiam o que estavam a fazer, mas Jesus sabia o milagre que estava a realizar.

A obediência forneceu a matéria prima para o milagre.

Quando o mestre sala provou o vinho novo: era o melhor dos vinhos.

Jesus sempre
dá mais do que pedimos ou pensamos.

Quando a alegria acaba, ir a Jesus é a garantia de recuperar muito mais do que o perdido.

Não importa o motivo da perda, em Cristo há a retomada.

Onde Cristo é o convidado especial, sempre é possível começar de novo.

Jesus fez um milagre para que a festa não fosse interrompida..

Foi discreto para não expor os noivos ao vexame

A glória do Senhor passa por nós! Deus é glorificado em produzir alegria em nós.

Deus se realiza em nos fazer gente feliz!

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Reencontro

Olá! Como vai? Perguntou o Samaritano.

Graças a Deus e a você, tudo bem! Respondeu o Sacerdote.

Você parece mesmo bem, quando eu o estava levando para a estalagem, pensei que você não resistiria, mas, olha aí... Bom vê-lo assim! Acrescentou o Samaritano.

Pois é… Eu também pensei que não sobreviveria, mesmo quando na estalagem, sob cuidados. Sou-lhe muito grato, fico sempre em débito, até porque você não me permitiu ressarcí-lo. Disse o sacerdote.

Deixa disso! Você faria o mesmo, apesar de nossas diferenças! E o Templo... Voltou para as suas atividades? Perguntou o Samaritano.

Não! Saí de tudo o que tem a ver com o Templo. Agora, apenas a Sinagoga. Voltei para a minha Sinagoga, e começo a conversar. Respondeu o Sacerdote.

Como assim, você vai construir outro Templo? Exclamou o Samaritano.

Não! Saí. O problema com o Templo não é forma, é conteúdo; e isso a gente resolve conversando com todas as Sinagogas e com todos os filhos de Israel. É uma paciente semeadura de idéias! Não quero reinventar a roda, quero que voltemos a saborear o vinho. Completou o Sacerdote.

Por um momento, pensei que você fosse reunir pessoas em torno de você e construir um novo Templo, um novo referencial. Acrescentou o Samaritano.

Em torno de mim, nada! Eu não sou o Messias. E, é preciso que se diga, os marcos que delimitam Israel estão certos, temos de retomar a vida no Espírito. Estou em minha sinagoga e conversando com todos os da casa de Jacó, e com todas as Sinagogas possíveis, para retomarmos a prática da fé, que é o amor a Deus e ao próximo. Ressaltou o Sacerdote.

Tomara que sua peregrinação de certo. Todos vamos ganhar! Emendou o Samaritano.

Tenho esperança! Todos os que temos clamado, como o profeta, para que o Eterno avive a sua obra, estamos conversando, e correndo as Sinagogas. É um trabalho coletivo. Disse o Sacerdote.

Bom! E o seu "amigo"? Perguntou o Sacerdote.

Ah! É um assunto para o justo juíz de toda a Terra.

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