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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

José! E agora?

Drummond escreveu o poema: E agora José: Onde ele denuncia um José sem saída!

Quando olho para a TV, as notícias que tem, e as que não se deixa ter.

Quando vejo as imagens que, nessa história, se produz, e quando me recuso a vê-las.

Quando vejo os políticos e os líderes que não sabem nada de
Canaã, mas amam estar à frente.

Quando vejo que eles apelam a nós, mas não é por nós que lá estão, embora jurem que sim.

Quando vejo os cristãos tentando salvar o cristianismo de seus líderes e de seus institutos.

Quando vejo a maldade em cristãos.

Quando vejo o lucro subjugando os ideais, seja pela compra ou pela distorção.

Quando vejo o que o "progresso" fez ao Planeta.

Quando vejo os ateus se organizando para preparar o mundo para o valor do nada!

Quando os vejo chamar a isso de evolução.

Quando vejo religiosos sonhando com mulheres de burca e com mãos cortadas.

Quando os vejo chamarem a isso de misericórdia.

Quando ouço o grito dos soterrados, o lamento dos encharcados, o gemido dos famintos.

Quando vejo que o mundo não para, tudo continua igual, como se nada houvesse que exigisse arrependimento.

Quando vejo que, por mais que haja socorro, de fato, a justiça passa ao largo.

Quando vejo que o socorro não conserta.

Quando vejo a sociedade civil sendo subvertida, que, não importa quantas eleições haja, o mundo tem dono.

Me dá um nó na garganta, uma vontade de declamar Drummond e de me deixar ser esborrachado pela pedra no meio do caminho.

Então, olho pra cima... Pressinto a volta de alguém... É mais que profecia.

E volto para a estrada, porque é preciso continuar.

E, a cada imagem dantesca que essa nossa história joga na minha cara, eu olho para cima...

E prossigo... José.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Parece, mas não é!

Há textos estranhos nas escrituras sagradas.

Que pairam sobre nós, qual espada de Dâmocles, como um desafio e uma advertência.

Conclamam-nos à sabedoria e à admissão de nossa incompetência como juízes.

Os textos abaixo, por exemplo, poderiam ser classificados de: parece, mas não é!

1Co 3.15 “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia, como que pelo fogo.”

Aqui o foco é o ministério, não a pessoa.

Paulo fala de um ministro que parece ser joio, mas não é.

Fala de ministros que edificam, ainda que sobre o fundamento certo, com madeira, palha e feno, elementos que o fogo da história facilmente destrói.

Madeira, palha e feno são os elementos fornecidos pela sabedoria humana, vs. 19 e 20. É ensino que gera divisão, perda da consciência de corpo e da natureza da fé.

O ensino vira corrente filosófica e o dogma ideologia.

Ou leva a Igreja da fé para as obras, da graça para o mérito, da devoção para a mágica, de Deus para o ser humano, transformando este em semideus.

O ministro é um falso mestre, mas será salvo.

O ensino dele será condenado, mas ele não.

Gente que será salva, mas não vive como discípulo.

A gente deve reprovar os seus ensinos, mas não deve fazer considerações sobre a sua salvação.



Hb 6.4-8 “Porque é impossível que os que, uma vez, foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério. Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus; mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.”

Nesse texto, o foco é a pessoa e não o ministério.

O escritor fala de uma pessoa que parecia ser discípulo, mas não era.

Tudo parecia bem com ela, mas um dia ela caiu.

Cair não é um problema insolúvel, porém, essa pessoa não encontrou o caminho do arrependimento.

E isso aparece nos frutos que ela passou a produzir.

Tal como uma terra, que apesar de ser regada e lavrada muitas vezes, apenas consegue produzir espinhos e abrolhos.  O seu fim é a rejeição!

Portanto, a questão aqui, não é a queda, em si, mas no que a pessoa, que caiu, se tornou.

Seus frutos indicam que o caminho do arrependimento não foi abraçado. Ela tornou-se agente do mal.

A gente não tem autoridade para emitir qualquer juízo, mas não custa nada discernir e ficar esperto!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dra Zilda

Lembro-me, idos do início dessa década, em frente da Universidade Metodista de Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, SP, num pequeno e singelo restaurante, conversava com a Dra Zilda Arns, sobre uma palestra que daríamos, na Metodista, sobre segurança alimentar. Éramos membros do CONSEA - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, da Presidência da República.

Lembro-me da presença e da força da Dra Zilda, no CONSEA, sua vigilância para que a questão fosse tratada com a objetividade necessária, em benefício dos despossuídos.

Lembro-me de como seu interesse era abrangente, não apenas as crianças, alvo de sua organização, mas de todo o leque de necessitados. Sua preocupação com a população indígena, por exemplo, era notória. População que, até hoje, padece de insegurança alimentar.

Lembro-me de sua capacidade de acionar os responsáveis. Bastava um telefonema e o responsável era acionado, fosse Ministro de Estado, fosse o que fosse. Gente, que, muitas vezes, debalde, tentávamos alcançar, a Dra Zilda colocava em linha na primeira chamada.

Lembro-me quando a Visão Mundial, ONG, que, então, eu presidia, decidiu criar o programa de ataque à subnutrição, e, depois de muita pesquisa, concluiu que o método da Pastoral da Criança, liderada por Dra Zilda, era o melhor que se podia utilizar, e passamos a aprender e a replicar o que faziam com eficácia.

Lembro-me que a seriedade da Dra Zilda com a sua fé, não a fez segregar quem quer que fosse, que desejasse somar na causa da proteção a criança e na luta contra a desnutrição. Na conversa, no restaurante, Dra Zilda me dizia que um dos cooperadores locais da Pastoral era membro de denominação protestante. Que a Pastoral vivia um ecumenismo, na prática.

Lembro-me dos enfrentamentos levados a efeito por ela. De como sua opinião era respeitada. De como ela conseguia influenciar o pleno do CONSEA,
fazendo-nos lembrar do porquê estávamos ali.

Lembro-me de quando esperava que ela fosse laureada com o Nobel da Paz, e da frustração por ela não o ter sido. Bem... Depois do prêmio para o atual Presidente do EUA, fica a dúvida sobre o significado da homenagem.

Dra Zilda Arns... Como é triste falar dessa brasileira, excelente e por excelência, no passado! Lembro-me da Dra Zilda... E sempre me lembrarei!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Jesus Cristo foi uma pessoa comunitária:



Na sua primeira manifestação pública, em Caná da Galiléia, ele estava com os seus alunos. Jo 2.1-11

Seu primeiro milagre, que foi discreto, até onde um milagre pode ser discreto, provocou fé, primeiramente, em seus alunos. Jo 2.1-11

Andava sempre em comunidade. Lc 8.1-3

Apresentou, como sua família, a comunidade. Mt 12.47-49

Ele disse a Pedro que edificaria uma comunidade em torno da identidade dele, como Deus, que veio em carne e osso para nos salvar. Mt 16.18

Disse que era pela comunidade que formara, e que seria acrescida, que ele se separava para a cruz e a ressurreição, para que sua comunidade se separasse para viver segundo a palavra do Pai. Jo 17.17

Em seu último relatório ao Pai, fez questão de dizer que preservara a comunidade recebida do Pai. Jo 17.6-20

Pediu ao Pai que a comunidade que ele formara, e que seria acrescida, se tornasse uma comunidade perfeitamente unida. Jo 17.21

Vivia de ofertas. Lc 8.3

Ensinou que o Pai é da comunidade, e que é a partir da comunidade que devemos orar. Mt 6.9

Ensinou que o pão deve ser comunitário, e para a comunidade deve ser pedido. Mt 6.11

Reconhecia os que viviam em comunidade e os que não viviam, e rogava pelos que viviam em comunidade. Jo 17.9

Disse que ele seria anunciado quando, em comunidade, comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, em memória dele. Lc 22.15-17

Se via como um pastor que queria reunir, em comunidade, as suas ovelhas. Jo 10.14-16



Muitos começaram a criticar a ênfase no uso da imagem do templo para designar o local de reunião da comunidade. Correto! O templo de Deus é a comunidade e não o lugar onde a comunidade se reúne. Agora, entretanto, muitos dos que fizeram a crítica primeira, começam a dizer da não necessidade de vida comunitária. Errado! Deus é uma comunidade, e é na vivência comunitária que expressamos sua imagem. O ser humano nasce da comunidade, na comunidade e para a comunidade. Jesus Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido: a unidade humana! É nesse propósito que cada ser humano, que crê, é salvo.