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domingo, 24 de janeiro de 2010

Parece, mas não é!

Há textos estranhos nas escrituras sagradas.

Que pairam sobre nós, qual espada de Dâmocles, como um desafio e uma advertência.

Conclamam-nos à sabedoria e à admissão de nossa incompetência como juízes.

Os textos abaixo, por exemplo, poderiam ser classificados de: parece, mas não é!

1Co 3.15 “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia, como que pelo fogo.”

Aqui o foco é o ministério, não a pessoa.

Paulo fala de um ministro que parece ser joio, mas não é.

Fala de ministros que edificam, ainda que sobre o fundamento certo, com madeira, palha e feno, elementos que o fogo da história facilmente destrói.

Madeira, palha e feno são os elementos fornecidos pela sabedoria humana, vs. 19 e 20. É ensino que gera divisão, perda da consciência de corpo e da natureza da fé.

O ensino vira corrente filosófica e o dogma ideologia.

Ou leva a Igreja da fé para as obras, da graça para o mérito, da devoção para a mágica, de Deus para o ser humano, transformando este em semideus.

O ministro é um falso mestre, mas será salvo.

O ensino dele será condenado, mas ele não.

Gente que será salva, mas não vive como discípulo.

A gente deve reprovar os seus ensinos, mas não deve fazer considerações sobre a sua salvação.



Hb 6.4-8 “Porque é impossível que os que, uma vez, foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério. Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus; mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.”

Nesse texto, o foco é a pessoa e não o ministério.

O escritor fala de uma pessoa que parecia ser discípulo, mas não era.

Tudo parecia bem com ela, mas um dia ela caiu.

Cair não é um problema insolúvel, porém, essa pessoa não encontrou o caminho do arrependimento.

E isso aparece nos frutos que ela passou a produzir.

Tal como uma terra, que apesar de ser regada e lavrada muitas vezes, apenas consegue produzir espinhos e abrolhos.  O seu fim é a rejeição!

Portanto, a questão aqui, não é a queda, em si, mas no que a pessoa, que caiu, se tornou.

Seus frutos indicam que o caminho do arrependimento não foi abraçado. Ela tornou-se agente do mal.

A gente não tem autoridade para emitir qualquer juízo, mas não custa nada discernir e ficar esperto!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dra Zilda

Lembro-me, idos do início dessa década, em frente da Universidade Metodista de Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, SP, num pequeno e singelo restaurante, conversava com a Dra Zilda Arns, sobre uma palestra que daríamos, na Metodista, sobre segurança alimentar. Éramos membros do CONSEA - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, da Presidência da República.

Lembro-me da presença e da força da Dra Zilda, no CONSEA, sua vigilância para que a questão fosse tratada com a objetividade necessária, em benefício dos despossuídos.

Lembro-me de como seu interesse era abrangente, não apenas as crianças, alvo de sua organização, mas de todo o leque de necessitados. Sua preocupação com a população indígena, por exemplo, era notória. População que, até hoje, padece de insegurança alimentar.

Lembro-me de sua capacidade de acionar os responsáveis. Bastava um telefonema e o responsável era acionado, fosse Ministro de Estado, fosse o que fosse. Gente, que, muitas vezes, debalde, tentávamos alcançar, a Dra Zilda colocava em linha na primeira chamada.

Lembro-me quando a Visão Mundial, ONG, que, então, eu presidia, decidiu criar o programa de ataque à subnutrição, e, depois de muita pesquisa, concluiu que o método da Pastoral da Criança, liderada por Dra Zilda, era o melhor que se podia utilizar, e passamos a aprender e a replicar o que faziam com eficácia.

Lembro-me que a seriedade da Dra Zilda com a sua fé, não a fez segregar quem quer que fosse, que desejasse somar na causa da proteção a criança e na luta contra a desnutrição. Na conversa, no restaurante, Dra Zilda me dizia que um dos cooperadores locais da Pastoral era membro de denominação protestante. Que a Pastoral vivia um ecumenismo, na prática.

Lembro-me dos enfrentamentos levados a efeito por ela. De como sua opinião era respeitada. De como ela conseguia influenciar o pleno do CONSEA,
fazendo-nos lembrar do porquê estávamos ali.

Lembro-me de quando esperava que ela fosse laureada com o Nobel da Paz, e da frustração por ela não o ter sido. Bem... Depois do prêmio para o atual Presidente do EUA, fica a dúvida sobre o significado da homenagem.

Dra Zilda Arns... Como é triste falar dessa brasileira, excelente e por excelência, no passado! Lembro-me da Dra Zilda... E sempre me lembrarei!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Jesus Cristo foi uma pessoa comunitária:



Na sua primeira manifestação pública, em Caná da Galiléia, ele estava com os seus alunos. Jo 2.1-11

Seu primeiro milagre, que foi discreto, até onde um milagre pode ser discreto, provocou fé, primeiramente, em seus alunos. Jo 2.1-11

Andava sempre em comunidade. Lc 8.1-3

Apresentou, como sua família, a comunidade. Mt 12.47-49

Ele disse a Pedro que edificaria uma comunidade em torno da identidade dele, como Deus, que veio em carne e osso para nos salvar. Mt 16.18

Disse que era pela comunidade que formara, e que seria acrescida, que ele se separava para a cruz e a ressurreição, para que sua comunidade se separasse para viver segundo a palavra do Pai. Jo 17.17

Em seu último relatório ao Pai, fez questão de dizer que preservara a comunidade recebida do Pai. Jo 17.6-20

Pediu ao Pai que a comunidade que ele formara, e que seria acrescida, se tornasse uma comunidade perfeitamente unida. Jo 17.21

Vivia de ofertas. Lc 8.3

Ensinou que o Pai é da comunidade, e que é a partir da comunidade que devemos orar. Mt 6.9

Ensinou que o pão deve ser comunitário, e para a comunidade deve ser pedido. Mt 6.11

Reconhecia os que viviam em comunidade e os que não viviam, e rogava pelos que viviam em comunidade. Jo 17.9

Disse que ele seria anunciado quando, em comunidade, comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, em memória dele. Lc 22.15-17

Se via como um pastor que queria reunir, em comunidade, as suas ovelhas. Jo 10.14-16



Muitos começaram a criticar a ênfase no uso da imagem do templo para designar o local de reunião da comunidade. Correto! O templo de Deus é a comunidade e não o lugar onde a comunidade se reúne. Agora, entretanto, muitos dos que fizeram a crítica primeira, começam a dizer da não necessidade de vida comunitária. Errado! Deus é uma comunidade, e é na vivência comunitária que expressamos sua imagem. O ser humano nasce da comunidade, na comunidade e para a comunidade. Jesus Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido: a unidade humana! É nesse propósito que cada ser humano, que crê, é salvo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Eu estou farto



Acabei de ler uma asquerosa crítica à Senadora Marina Silva. Faltam dados, falta seriedade, falta responsabilidade!

A crítica foi publicada num site que se propõe ser arauto de mídia séria! Mas,  de fato, é porta-voz do que era chamado, no tempo em que as ideologias estavam na pauta, de extrema direita.

Parece que ainda há quem tenha saudade do tempo em que se torturava a quem quisesse, quando quisesse.

Gente para quem a palavra democracia não significa nada.

Recentemente, um artigo publicado nessa mídia me citou, acusando-me de esquerdista, pró-aborto e de pró-gayzismo. E já fui questionado quanto a isto.

Não sou pró-aborto, mas, também, não sou a favor desse estado de coisas, onde a mulher é usada e abusada, onde a orientação sexual não chega aos pobres, onde o Estado se omite e faz vistas grossas ao estado de violência a qual o jovem e, principalmente, a moça está submetida, pela alienação das drogas e dos bailes funks, que sustentam o machismo que faz da mulher o mais abjeto objeto. E não sou contra a mulher vítima de estupro, e cuja gravidez lhe seja fatal, ser assistida na interrupção de sua gravidez.

Não sou pró-gayzismo, seja lá o que isso signifique, mas sou a favor dos direitos civis. Sou contra a tentativa do movimento gay de reescrever a Bíblia, mas, também, sou contra privar os homossexuais do usufruto do património de construção conjunta. Sou contra o impedimento de ajudar a um homossexual que o queira deixar de ser, como sou contra a hostilização de um ser humano porque ele ter se declarado homossexual.

A palavra esquerdista não faz mais sentido, nos dias correntes. Eu sou progressista! Sou a favor da reforma agrária, do acesso universal à educação, à moradia, à saúde, ao transporte urbano, à alimentação adequada. Sou a favor da distribuição de renda, da erradicação da pobreza, da sustentação do meioambiente e da democracia.

Sabe de uma coisa? Eu não sei quanto a você, mas eu estou farto dessa gente que se acha dona da verdade, e que, em nome do que acham ser a verdade, vivem a matar pessoas.

Farto dessa gente que se apossou de Deus, como se Deus fosse um objeto que se possa ter e manipular.

Essa gente que não considera como semelhante quem não concorda com eles!

Recentemente, também, uma série de e-mails anônimos foram disparados me caluniando, tentando me vender como um pecador dissimulado, para dizer o mínimo.

Estou farto desses covardes, sem caráter que, por detrás do anonimato, vivem a tentar destruir a vida dos outros.

Estou farto dos que dão ouvidos a eles, fazendo valer a calúnia e a difamação.

Estou farto dessa gente que anima suas rodas de amigos falando mal dos outros, zombando da desgraça alheia.

Farto dessa gente que vê fantasma em todo o lugar, que está sempre procurando alguém para atacar e para destruir.

Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Farto dessa gente que em vez de pregar o Evangelho, fica checando se os outros o estão.

Checando se o outro crê “certo”.

Estou tão farto disto, tanto quanto, dos que estão invocando Deus para obter dinheiro para os seus negócios, travestidos de ministérios,de  igreja ou de denominação.

Dos que lutam pelo poder denominacional, transformando o Odre em algo mais importante do que o Vinho.

Também, me fartei dessa gente que quer destruir tudo, confundindo a igreja local com a deturpação da denominação, confundindo o povo com os seus maus líderes e que se tornam líderes tão maus quanto os que condenaram, e que saem pelo mundo atacando os pastores e as estruturas com a mesma fúria dos que as estão usando para benefício
próprio.

Estou farto desses apóstolos que venderam que tinham de ser apóstolos para derrubar as potestades nas cidades, as mesmas que foram destronadas na Cruz de Cristo!

Estou farto dos que não usam o título de apóstolos, mas agem do mesmo jeito!

Estou farto dos liberais, que rasgam a Bíblia e saem a zombar de quem crê.

Estou farto desses ecuménicos que dizem celebrar a fé, de modo indistinto, mas não conseguem estender a mão para o irmão pentecostal.

Mas jamais me fartarei da Igreja:

A Igreja é a comunidade da fé! É a nossa casa!

A Igreja é lugar de perdão e de reconciliação.

O que é oferecido a todos nós, inclusive para os que agem como se não o precisassem, é a oportunidade de se arrepender.

A fé cristã não prega a impecabilidade, prega o arrependimento!

A fé cristã prega que o amor é demonstrado no perdão e no serviço!

A gente deve continuar a lutar pela Igreja!

Continuar a lutar pelo resgate da humanidade, e de toda a criação de Deus.

Nosso problema não está no termos pastores ou presbíteros, mas em sermos todos apascentadores.

Nosso problema não está em darmos dízimos e ofertas, mas em como ofertamos, e como usamos as nossas ofertas e dízimos.

A Igreja somos nós, e o único Ungido é Cristo Jesus.

Todo poder: seja religioso ou econômico ou de qualquer natureza, tem de ser controlado pela totalidade do povo.

Se você está farto como eu, não saia da Igreja, Igreja é invenção de Jesus.

"Jesus disse que onde 2 ou 3 estiverem reunidos em seu nome, ele lá estaria." Mt 18.20

Jesus seria a 4ª pessoa naquela reunião.

Jesus seria a visita especial.

Ali Ele segredaria o que não pode dizer pessoalmente. Paulo disse que só com os demais irmãos é possível conhecer o amor de Cristo, em toda a sua dimensão. Ef 3.18

Alguns têm entendido que essa reunião é o fim de toda a formalização, a comprovação de que nunca precisamos de formalização alguma.

Mas, o que é reunir-se em torno de Jesus?

Jesus instituiu como reunião em torno dele a reunião em torno da ceia do Senhor.

Jesus disse que  toda a vez que comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, o anunciaríamos, até que  ele volte. 1 Co 11.26

É em torno da ceia  do Senhor que nos reunimos em nome do Senhor.

Isso é formalização: tem hora, tem maneira e tem lugar. E é seríssima, pois Paulo disse que, dependendo da forma como participamos da ceia, podemos sofrer consequências, inclusive morrer mais cedo. Logo, também tem liturgia. 1 Co 11.27-30

Então, reunir-se em nome de Jesus é reunir-se em torno da ceia.

Lá anunciamos o perdão com o que somos perdoados e com que perdoamos.

Lá anunciamos a ressurreição, o poder pelo qual vivemos.

Lá o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Lá é a reunião da Igreja!

Todas as reuniões só serão da igreja se o forem em torno da mesa, mesmo que a mesa não seja arrumada para aquele dia.

A mesa da ceia é a mesa da comunhão. Lá nasceu a Igreja e lá ela é mantida.