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sábado, 25 de julho de 2009

O Testemunho

Era uma pessoa simples!

E sabia onde andar.

A gente jamais o via com os que vivem da dúvida,

Nem com os que, a partir de si, tornam a tudo ridículo;

Ou com os que, absurdo, se acham o centro!

Ele era uma árvore frondosa e sempre regada.

E lidava bem com as estações!

Sabia que conseguiria, era dar, ao tempo, tempo .

Andava como alguém que sempre sabia onde ir.

Amava a Vida, mais que tudo.

Dizia que o amor é a lei da Vida, e é um aprendizado.

E vivia de amar cada vez mais a Vida, e tudo o que ela inclui!

A alegria era a sua companheira constante,

E contagiava a todos com aquele amor.

class="MsoNormal">E convencia a gente de que aquele era o caminho.

E exalava a segurança da paz...

E era um ser humano feliz!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mendigos


Falou-se da importância de doar:

Que o ser humano é um ser gregário,

Que repartir é algo humanitário.

Então, por que é tão difícil amar?


Por que somos movidos pela vingança?

“Você já vai ver só com quem se meteu:

Não é de qualquer jeito, senão do meu!”

Cadê sua bela imagem-semelhança?


Por quê: quanto mais passa o nosso tempo;

Quando mais se precisa de um alento;

Quando mais se necessita de um ninho!


Embora, seja o de que mais desejam,

Pessoas, por mais cativantes que o sejam,

São condenadas a mendigar carinho?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Igreja que não existe mais!

01

“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2. 43-47

Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo.

Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum)– os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo a disposição de todos.

Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas,
para servirem ao Criador, no Reino da Luz.

Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles.

Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária.

O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente.

Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.

Essa Igreja não existe mais!

02

“Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14,15

Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu. (MT 6.10)”

Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição.

Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão.

Essa Igreja não existe mais!

03

Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento?

“Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31

Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão!

Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista!

04

O que existe?

- A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível?
- Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto.
- Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto.
- Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto.
- Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto.
- Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento.
- Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto.
- Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos.
- Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos.
- Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento.
- Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação.
- Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto.
- Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma.
- Ricos e Poderosos - muitos e cada vez mais se declaram conversos, mas não se converteram como Zaqueu.
- Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise.

E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8)

Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!




É o jeito!

Mt 8:2

2 E, eis que veio um leproso...

- Os leprosos tinham de gritar: leproso! Enquanto passavam. Caso não o fizessem, e fossem denunciados, seriam apedrejados, por atentado à saúde pública. Ele aproximou-se de Jesus sem se anunciar demonstrando crer que Jesus era confiável e não o denunciaria. E estava certo!

- Jesus é confiável, qualquer pessoa pode se aproximar dele sem medo de ser exposto. Ele aceita as pessoas sem pré-condições. O ser humano basta por existir. Todo mundo devia ser assim: aceitar o outro pelo simples fato de ser humano.

e o adorou,

- Jesus provocava ímpetos de adoração, e o Leproso o adorou, postando-se de joelhos diante dele. E estava certo! Jesus é para ser adorado! Esse é o jeito certo de se aproximar do Cristo!

dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.

- Esse é o jeito certo de pedir qualquer coisa a Jesus: dando-lhe a prerrogativa da decisão: se quer ou não. A questão não se ele pode ou não, mas se é da vontade dele fazer ou não. Ele é o Senhor!

- Mas, e se Jesus não quiser fazê-lo? Jesus nos aceita sem pré-condições. E nós? Aceitamos Jesus no seu senhorio? Mesmo quando ele diz não?

3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-o...

- Jesus tocou o intocável! Tê-lo recebido já era um marco,abraçá-lo, uma cura! E é isso o que Cristo faz: nos recebe e nos salva! E
é o que devemos celebrar! Tudo mais é se Deus quiser, essencial é a salvação!

dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.

- Jesus queria. curá-lo, e o fez, mas podia não fazê-lo. Assim como Jesus nos aceita incondicionalmente, temos de aceitar o seu senhorio.

4 Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.

- Jesus devolve o homem a sociedade. Manda-o cumprir o ritual que o declara apto a viver ent re todos. Ele está pronto para ocupar o seu lugar e o seu serviço à comunidade. É para o que somos salvos, para o serviço ao próximo.